Mudar o rumo

1. Almeirim tem investido, e fazendo jus à sua categoria de cidade, na recuperação de muito do seu património, de algum investimento na cultura e bastante no desporto, na aquisição de edifícios e na repavimentação das suas estradas. São de notar e louvar as recentes recuperações na cidade, venham elas da autarquia ou das instituições. Almeirim fica mais bonita e por isso melhor Almeirim. Mas nem só de estética vivem as cidades e Almeirim é prova disso.
Com a compra dos edifícios do antigo Santander para instalação de uma incubadora de empresas, Almeirim dá, e com algum atraso, diga-se, um passo no investimento na economia desde há muito tempo esquecida. Canalizar dinheiro, mas mais importante – tempo e esforço dos agentes políticos – para o desenvolvimento económico do concelho é um passo acertado na estratégia do executivo, que embora teime em não baixar impostos (o exemplo do IMI familiar foi flagrante) tem tido uma postura de abertura junto dos empresários locais. Numa cidade onde a Câmara Municipal continua a ser o segundo maior empregador, seria importante colocar os olhos nos bons exemplos de desenvolvimento local, que por este país existem, e ter a coragem de fazer melhor. É que da conversa dos “excelentes acessos” vão as pessoas ficando cheias e a única coisa que esvazia são as lojas e empresas em Almeirim.

2. Já que falamos em cidades e nas infraestruturas que por aí vão nascendo, falemos de um serviço que em Almeirim não é uma certeza, mas antes uma contingência: a sua rede pública de Wi-Fi. Sabemos hoje da importância (talvez excessiva e até imoral) que as pessoas atribuem à internet. Desde compras a pagamentos, da comunicação ao trabalho, uma rede de qualidade é hoje – também – sinónimo de desenvolvimento. Infelizmente em Almeirim, em nenhum dos seus pontos de rede, se consegue uma ligação decente. Suponho não ser uma obra cara, mas que faz bastante falta: mais pontos de internet e com mais qualidade.

 

Diogo Pascoal – Estudante universitário

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