Escolhas – 1 de maio

Durante as comemorações do 25 de Abril dei por mim a pensar que há uma necessidade muito grande de reformular tudo isto. Não os valores de Abril, nada disso. É preciso, sim, pensar como é que as gerações das agora crianças vão perceber que num mundo dominado pela internet há muito mais que as redes sociais e/ou amigos virtuais. Que hoje (quase) todos têm liberdade para dizer o que querem, onde querem, da forma que querem… mas isto nem sempre foi assim.

Eu sempre fui dos que achei que o 25 de Abril devia ser mais do que um dia em que se jogava num torneio de futebol, andebol ou aeromodelismo. Mas mesmo que fosse só isso iríamos, pelo menos durante essas jornadas, falar do 25 de Abril e dos Capitães de Abril, por mais ligeira que fosse a abordagem.

Hoje, e correndo o risco de estar a ser injusto, isso está a perder-se. As gerações mais novas pouco ou nada sabem. A culpa é nossa, claro. Principalmente os pais têm a obrigação de explicar da melhor forma possível o que foi Abril, e desejável era que fossem os avós a transmitir isso. Já lá vão 43 anos, o tempo passa e os valores/vivências e experiências também têm que ser.

Valter Madureira