Da esquerda para a direita: Reforçar a confiança

Férias não pode ser sinónimo de esquecimento nem de conivência para com a falta ou incumprimento dos direitos e deveres laborais. Esta é uma luta que tem de ser constante e acontecer 365 dias por ano.

Recordamos que foi pela luta dos trabalhadores, que a reposição dos feriados aconteceu, e tal como se afirmava, não foi por causa desses 4 dias e da perda de 3 dias de férias, que o país melhorou a sua competitividade ou que a economia cresceu a nível sustentável. O que impuseram aos trabalhadores foram sete dias de trabalho gratuito, que criaram mais desemprego e desigualdades, levando os trabalhadores e as suas famílias ao empobrecimento. Apesar dos feriados já terem sido repostos, é necessário ainda exigir a reposição dos 25 dias de férias para todos os trabalhadores, pois também já se percebeu que não é por mais três dias de férias que o país vai ao fundo. Pelo contrário, se os trabalhadores se sentirem motivados, respeitados e valorizados estarão em melhores condições de responder aos desafios com que forem confrontados.

Neste período em que por regra tudo fica meio adormecido e a tendência é de alívio no que toca a leis laborais e segurança no trabalho (salvo algumas empresas), em outras no entanto, pode ser quando existe mais trabalho, e portanto é importante relembrar que é neste período que se encerram muitas empresas. Estas situações ocorrem, na maioria da vezes, pelo facto dos seus trabalhadores estarem de férias e assim tornar o processo que normalmente é contra a vontade dos trabalhadores, com menos conflitos… e onde o único motivo é garantir, no final, os lucros para os do costume, ficando sem perspetivas de vida os trabalhadores e as suas famílias… Quantos de nós não ouvimos histórias de empresas que financeiramente estão bem, mandam os trabalhadores de férias e quando estes voltam, a fábrica ou empresa simplesmente deixou de existir…São momentos que ninguém deseja viver. Neste sentido deixo aqui um alerta para que mesmo em período de férias, devemos fazer esforços para estar em contacto com a empresa na ótica de estar atento a mudanças que possam ocorrer em qualquer sentido, quer seja laboral, económico ou simplesmente manter a proximidade com os trabalhadores que estão no local… Não devemos, nunca, baixar os braços ao capitalismo e às brutais injustiças impostas aos povos. A união, o sentido de responsabilidade e a persistência são as nossas armas.

Boas férias!!! Lutar sempre!!!

 

Paulo Colaço
CDU Almeirim, Sindicalista

.