História inédita: Custódio Castelo e Guilherme Frazão aplaudidos por rãs

O espetáculo O Fado e o Vinho com Guilherme Frazão esgotou, esta sexta-feira, dia 24 de novembro, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Almeirim inserido no Festival Guitarra D’Alma.

As cadeiras não chegaram, havia público de pé ao fundo da sala … e ninguém regateou aplausos a Guilherme Frazão que ainda dividiu “o palco” com João Chora e Custódio Castelo.

Para lá das muitas músicas cantadas, Custódio Castelo contou uma história inédita: “Nós tocamos noites inteiras. Nós começávamos a cantar e tocar as 21h30 e terminávamos as 4h30 quando já não tinhamos público. Num desses dias, nós os dois fomos para a Ponte da Raposa tocar. Estavámos junto aos primeiros pilares. Um de um lado e o outro do outro lado”, começou por descrever.

Custódio adianta depois que “aquele espaço tem uma reverberação natural e um eco que mostrava a voz rouxinol do Guilherme”. Mas o melhor estava ainda por contar.

O músico e compositor disse ainda que “pode parecer engraçado, mas quando o Guilherme cantava as rãs paravam de coaxar, só voltando a coaxar quando ele parava. Nós dizíamos que eram os aplausos”, contou entre sorrisos.

Por entre esta história que nunca tinha sido contada em público, Custódio fez ainda muitos elogios à voz e timbre da voz de Guilherme que não deixou o mestre sem resposta: “O Custódio é o meu irmão, o meu ídolo”.

O Festival termina este sábado no Cine Teatro de Almeirim.

Guitarra d’alma O Fado e o Vinho

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