Da esquerda para a direita: Água, que futuro!

A baixa pluviosidade que se tem sentido neste últimos meses, estão a provocar situações de elevada preocupação, não só pela diminuição dos níveis dos lençóis freáticos, mas também pela maior concentração que se tem vindo a verificar da poluição!
Estas situações, tem tido um impacto maior, devido ao baixo nível de caudal das linhas de água, provocando assim uma maior concentração da poluição e aumentado os seus efeitos na fauna e flora.

Na agricultura, e nas últimas décadas em Portugal, o consumo da água tem aumentado, mas não pelo eventual desperdício, mas sim pelo aumento de área de regadio. As técnicas têm melhorado, e muito, o que têm permitido optimizar o seu uso.

Mas, não há “bela sem senão”, pois este uso, mais eficaz, faz com que, e ao contrário do que era feito, diminuir a exposição de espelhos de água, através dos alamentos de regas das culturas, e assim podendo influenciar o “ciclo da água”. Os níveis de água no solo e atmosfera, seja por evaporação ou evapotranspiração, são de níveis mais baixos, logo a humidade é menor e o “ciclo da água” poderá assim “ficar” com menos água!

A agricultura não é, e nem pode ser sempre ou quase sempre, ser o “bode expiatório” para os consumos de água, pois as construções das canalizações domésticas, algumas comerciais e industriais, não estão pensadas, nem opitimizadas para um uso mais eficaz da água. Não existe, por exemplo um circuito fechado para que as águas quentes estejam a circular e evitar assim o desperdício de litros e litros de água até aquecer (recurso a uma bomba de circulação). Neste ponto, o consumo doméstico é muito alto, pois a grande maioria têm aquecimento de água através de esquentadores, o que haveria alguma dificuldade em aptar a solução. Mas o maior problema seria ou será nas eventuais correcções das canalizações.

Repensar o presente e o futuro, é algo que tem de ser feito constantemente e sempre que possível, antecipar os problemas. Rever as culturas, repensar na árvores e arbusto a usar nos jardins, públicos e privados, podendo assim dar o devido lugar espécies autóctones, pois estas estão muito mais adaptadas á região e a sua necessidade de água é muito menor. Os sistemas de abastecimento público e distribuição nas casas, comércios e indústrias, repensados, reorganizados, melhorados e optimizados, por forma a podermos garantir uma região, um País, um Planeta, para as gerações vindouras.

Nunca podemos esquecer que o Planeta já existia quando nós aparecemos, logo não é ele que precisa de nós, mas sim nós que precisamos dele e de tudo aquilo que ele nos proporciona, abrigo, terra e água.

João Vinagre – CDS de Almeirim