O dia nacional da pessoa com Esclerose Múltipla.

No passado, dia 4 de dezembro, foi o dia nacional da pessoa com Esclerose Múltipla. Passamos o dia a ver reportagens, de pessoas com o mesmo problema.

Como já observei, os casos com diagnóstico de Esclerose Múltipla estão a aumentar, neste momento não se sabe quantas pessoas sofrem desta patologia, estima-se, faz-se projeções,… Começa a surgir as bases de dados, em que temos que autorizar e dar os dados para nos classificarem como PORTADORES.

Por um lado, é bom, uma doença que muitos desvalorizam, está-se a tornar conhecida, estão preocupados, estão a informar a sociedade, do que muitos chamam, a doença dos “calões”. Por outro lado, é muito mau, cada vez existem mais pessoas com este flagelo e as camadas mais jovens, sendo bastante penalizadora para os próprios e a sociedade.

Eu, menciono a doença dos “calões”, por muitos motivos, nestes quase 20 anos de doença, conheci muitas pessoas, passei por muitas fases, fiz muitas partilhas, observei e senti o carinho de muitas pessoas, mas, também senti e continuo a sentir, o quanto as pessoas podem ser, (muitos adjetivos negativos que não gosto de usar) é melhor “desligadas”.

O que significativa “calão”. Eu uso esta palavra porque se trata de uma palavra grosseira ou palavrão, muitas vezes considerada ofensiva, que corresponde a quem não gosta de trabalhar, ou de alguma forma não quer fazer algo, portanto, MANDRIÃO, PREGUIÇOSO.

O que ainda as pessoas, desconhecem, e tornam-se no pressuposto da palavra que escolhi, para este fenômeno, para explicar, “se ontem foste capaz de fazer uma tarefa, mas hoje, não podes!?, não queres!?, porque, se te apetecer, amanhã fazes,…” e para numa forma de Esclerose Múltipla inicial ou aparentemente menos visível, “porque precisas de estacionamento para deficientes, não dás mais uns passos,…”

Os sintomas e as suas consequências são altamente variáveis, o que é agora, no momento seguinte, é diferente, tudo é factor de variabilidade, o clima, o estado de espirito, alimentação, as pequenas coisas são muito importantes, os sintomas são vastos…

Fadiga crônica:  é um sintoma sempre presente.

Neurite óptica: Trata-se de uma inflamação do nervo ótico, provoca visão turva e embaciada.

Perda da força muscular nos braços e pernas: perde-se força muscular durante o curso da doença. A perda pode variar entre destreza reduzida (os dedos deixam de funcionar bem) até à paralisia. A perda de força muscular ocorre um processo progressivo sem recuperação.

Alterações da sensibilidade: A sensação de encortiçamento nas pernas, pele irritada, formigueiro ou picadas e ocorrem em várias partes do corpo.

Dor: São vários tipos de dor. Afeta os nervos causando dores pelo corpo, e de mau posicionamento falta de mobilidade.

Alterações urinárias e intestinais: Dificuldade em urinar ou em esvaziar completamente a bexiga ou incontinência.

Problemas sexuais: Alterações de sensibilidade. E outros…

Equilíbrio: O cerebelo é uma parte do cérebro que controla todos os movimentos que fazemos e, se necessário, corrige-os. Distúrbios neste órgão podem levar à dificuldade em manter o equilíbrio ou a coordenação. Surgem dificuldades como caminhar ou agarrar de forma correta numa caneta.

Alterações cognitivas: Podem surgir dificuldades de concentração, raciocínio e problemas com memórias recentes, em especial em pacientes que sofrem de EM há bastante tempo.

Alteração de humor e depressão: A depressão é comum na EM, sobretudo como reação psicológica à doença.

São apenas alguns sintomas…