Da esquerda para a direita: Igualdade de género

A igualdade de género tem sido cada vez mais um tema que tem estado na ribalta da comunicação social. Nos últimos tempos tem-se visto mais organizações a defender e bem, esta igualdade. Eu no passado dia 30 de Novembro tive a oportunidade e o privilégio de estar presente na conferência anual das Mulheres Partido Socialista Europeu (PES Women Annual Conference), onde foram debatidos diversos temas de interesse para todas as mulheres mas para também para todos os homens que defendem e querem uma igualdade de género a nível mundial.

Nós no nosso país, felizmente não temos alguns dos problemas com os direitos das mulheres, como foram lá relatados na conferência, como por exemplo a proibição de as mulheres poderem conduzir, ou até mesmo o simples fato das mulheres terem direito a dar a sua opinião, mas não deixamos de ter problemas com esta igualdade. Desde diferenças salariais, passando pelo fato de as mulheres não terem as mesmas oportunidades de emprego que os homens, ou ainda a dificuldade de alguns homens verem as mulheres com cargos de chefia.

A conferência deu-me uma noção real dos problemas que as mulheres vivem na nossa sociedade. Onde muitos de nós muitas vezes nem se quer se apercebem dessas dificuldades. Um problema que as mulheres mais sofrem de todo a mais que os homens, é sem dúvida o assédio no local de trabalho ou até mesmo o assédio no seu dia-a-dia. Para muitos este problema do assédio é levado na “brincadeira” e não ligam à importância que este pode ter, muitas das vezes não se sofre logo no início, mas mais cedo ou mais tarde as mulheres podem vir mesmo a ficar com depressões ou até mesmo crises de ansiedade. Mas agora e recuando um pouco, o problemas dos homens ver as mulheres a assumir cargos de chefia e de topo é algo que tem que ser combatido por todos nós, não só pelas mulheres, mas também por nós homens que queremos e defendemos uma igualdade de género por todos.

Com isto, não podemos esquecer o inverso, ou seja, os comentários que são feitos entre homens, onde por exemplo quando um homem diz que ajuda a sua mulher em casa, ouve respostas do género: “não faças isso, isso é para as mulheres”. Esta mentalidade machista tem de acabar. Mas como já referi, não podem ser só as mulheres nesta luta contra estas mentalidades. Todos nós temos de ter a coragem e a vontade de lutar para uma mudança das nossas mentalidades. Não pensando que seja uma tarefa fácil, pois infelizmente ainda há muitas mentalidade “machistas” no nosso mundo.

Findando este artigo usando Martin Luther King, deixo esta frase para que todos nós reflitamos sobre este tema e comecemos o ano novo com uma nova mentalidade: “não há nada mais trágico neste mundo do que saber o que é certo e não fazê-lo. Que tal mudarmos o mundo começando por nós mesmos?”
Feliz Ano Novo.

Joaquim Gomes – Partido Socialista

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