Altos & baixos

No dia 2 de outubro foi inaugurado o mais recente troço da circular urbana. Como já foi noticiado, este troço apresenta-se com o piso irregular. O presidente da câmara foi dos primeiros a verificar a situação, tendo contactado o empreiteiro e obtido a resposta de que a irregularidade seria resolvida com a passagem dos carros. Como é óbvio e, infelizmente, a situação manteve-se. Notícias recentes referem que este troço vai mesmo ter que ser reparado, ficando-se sem saber quando.

Permitam-me tecer alguns comentários sobre esta montanha russa de situações. Primeiro, antes da inauguração não houve nenhum responsável afeto à câmara que detetasse a situação? E se houve, fará sentido avançar com a inauguração de algo que não está conforme? Como, supostamente não existiu pressa para inaugurar a obra devido às eleições, ao detetar os defeitos existentes devia-se, a meu ver, adiar a mesma.

Segundo, choca-me ler que um presidente com, supostamente, tanta experiência e saber fazer, tenha aceite como resposta ao problema que tal seria resolvido com a passagem dos carros. Se existem estradas neste concelho que começaram direitas e passadas semanas estavam aos altos e baixos, esperava-se agora que passassem do 2º estado para o 1º. Este amadorismo de resposta por parte de um empreiteiro não me permite aceitá-la como certa e esperava que o mesmo acontecesse a quem lhe é de direito na câmara municipal. Do vereador Rui Rodrigues, que detém a pasta das obras municipais, nem uma única palavra. Apesar de esta obra ter sido completada antes das eleições, o mesmo não se pode dizer de outras, como a do novo campo de petanca de Fazendas de Almeirim e a de construção de passeios em Paço dos Negros. Estas tiveram, curiosamente, as suas operações suspensas logo após o dia 1 de outubro. Na 1ª apenas estão colocados 2 toldos a meio do terreno baldio, na 2ª as bermas deram lugar a passeios inacabados e o estacionamento já existente deu lugar a um depósito de material de construção. Sobre a 2ª obra, esta longa paragem, não justificada, teve um enorme impacto não só na vida de quem lá mora, como na vida de quem lá tem a sua atividade económica, o seu ganha pão, que viu o seu número de clientes diminuir drasticamente, uma vez que estes não tinham onde parar os seus veículos, necessidade que foi descurada. Felizmente, no dia em que escrevo este texto, é feita uma publicação que mostra o reinício desta obra.

Faltou, uma vez mais, informação sobre as atividades que decorrem na freguesia de Fazendas de Almeirim, podendo esta ter sido divulgada na recém-criada página do Facebook da junta de freguesia, iniciativa que, apesar de tardia, eu aplaudo, deixando o voto que esta seja verdadeiramente utilizada como uma ferramenta de aproximação à população. Como notas finais, quero deixar bem claro que sou a favor de tudo o que traduza o desenvolvimento do concelho e o aumento da qualidade de vida dos nossos munícipes. Apenas gostaria que o lema que se ouviu no mês de setembro fosse seguido escrupulosamente.

João Rosa – CDS de Almeirim

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