Morte de Marisa Nunes leva Ministério da Saúde a abrir inquérito

O Ministério da Saúde decidiu abrir um inquérito sobre a morte de Marisa Nunes, que morreu no dia 5 de dezembro, após ter estado quase cinco meses em coma nos Hospitais de Leiria e Santarém.

Segundo avança a Agência Lusa, a abertura do inquérito surge na sequência das questões colocadas pelos deputados Heitor de Sousa, Moisés Ferreira e Jorge Falcato Simões, do Bloco de Esquerda, que, em dezembro, tinham questionado a tutela se iria abrir um inquérito sobre este caso. Em resposta ao Bloco de Esquerda, o ministério confirmou que depois de “consultada a Administração Regional de Saúde do Centro, encontra-se a decorrer um processo de inquérito por iniciativa e sob condução da Inspeção-Geral das Atividades em Saúde”.

Em reação à abertura do inquérito, José Nunes, irmão de Marisa, espera que desta forma se saiba tudo o que se passou, expressando que há “muita coisa mal explicada”e não percebe como “algumas coisas que se passaram”.

O irmão e a restante família de Marisa quer, em primeiro lugar, saber quem foram os responsáveis “para que situações destas não voltem a acontecer”.  O familiar refere também que os valores de uma eventual indemnização “não estão agora em causa”.

Recorde-se que a polémica em torno deste caso começou no dia 19 de julho, quando Marisa Nunes foi fazer um exame de rotina, um AngioTAC, no Hospital Privado São Francisco, em Leiria. Após a realização do exame, a jovem ficou em estado crítico e veio a morreu após ter estado em coma quase cinco meses nos Hospital de Leiria e Santarém.

A família, à data da morte, solicitou ao tribunal o apuramento de responsabilidades e como após a morte não foi feita a autópsia, as autoridades ordenaram que fosse feita depois de já se ter iniciado o velório.

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