Não há soluções, há caminhos: 12 de fevereiro

O grande atentado à família, hoje, está na desconfiança de que a família seja possível como uma família estável, feliz e construtiva. É o domínio de uma cultura do “a prazo” e do imediato, a confusão entre felicidade e satisfação, a dificuldade de viver a perseverança na gratuidade.

É também uma concepção falsa de amor, o querer receber, o usufruto. É uma cultura pragmatista que pensa mais no fruto do que na dádiva, que não acredita nas coisas a longo prazo. Isto exerce um desgaste terrível na família, no investimento na educação, no desejo de ter filhos, porque tudo é medido por interesses economicistas.

Vasco P. Magalhães, sj