Da esquerda para a direita: CTT

Os CTT são um serviço público essencial, não só com a distribuição postal, mas também com outros serviços como os vales postal, com os quais em qualquer estação os reformados podiam receber a sua pensão, sem necessidade de encargos bancários.

E este era um serviço público que gerava lucro. Ao longo dos anos foram sendo feitos vários ataques à qualidade de serviço dos CTT, nomeadamente com o encerramento de estações (já existiram três estações no concelho: Almeirim, Fazendas e Benfica, hoje temos apenas a da cidade). O Governo PSD-CDS decidiu dar a machadada final, privatizando o serviço. Assim, perdeu-se uma fonte de receita, cujo excedente poderia financiar outros serviços públicos deficitários, ao invés de estar a financiar o bolso dos seus acionistas.

Não contentes com os lucros gerados pela empresa, e para obter ainda mais lucros, desde a privatização dos CTT o serviço postal teve um aumento generalizado dos preços (cerca de 50%) e já encerrou 564 estações, às quais se vão somar mais 22. Uma destas é a de Alpiarça, em que a população já se manifestou contra a extinção do serviço.

Devemos mostrar-nos solidários com os alpiarcenses, não só porque estes passarão a recorrer aos correios de Almeirim, onde já é difícil conseguir ser-se atendido num tempo útil, como também não sabemos se a seguir não se seguirá a estação de Almeirim. Tudo é possível, quando a estratégia não é prestar serviço público de qualidade (o correio está mais lento que há 30 anos) mas sim gerar lucro.

Samuel Tomé – CDU Almeirim

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