Almeirim está dentro do Alqueva do Ribatejo

No dia 20 de fevereiro foi apresentado o “Projeto Tejo – Aproveitamento Hidráulico de Fins Múltiplos do Tejo e Oeste”, na Quinta da Lagoalva de Cima, em Alpiarça.

O projeto pretende ser uma referência ambiental e ter benefícios em muitos setores, além do agrícola, gerando riqueza no país. Associado à rega de uma vasta área do território nacional, à sua drenagem, ao controlo das cheias e ainda ao controlo da cunha salina que sobe sobre o rio Tejo acima nos períodos mais secos, o projeto aponta para a navegabilidade do rio Tejo, com as vantagens daí decorrentes, nomeadamente ao nível do turismo, do lazer, da pesca, da aquacultura e do transporte fluvial, entre outros.

“Esta seca que nos assusta e estas alterações do clima que estamos a sentir terão consequências devastadoras se não alterarmos muitas das práticas correntes. O que pretendemos suscitar é um construtivo e alargado debate sobre a água e o Tejo. Sem água no Tejo, não há Ribatejo, e numa visão mais alargada, sem água no interior, é difícil combater o despovoamento com as dramáticas consequências que daí resultam”, explicou Manuel Campilho, presidente da Sociedade Agrícola da Quinta da Lagoalva de Cima.

Pedro Ribeiro disse a O Almeirinense que este “é um projeto fundamental para o próximo século”.

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