Da esquerda para a direita: Emprego

ll Os dados do Inquérito ao Emprego relativos ao 1º trimestre de 2018 indicam que houve um aumento do emprego e uma descida do desemprego, estando a taxa de desemprego atualmente nos 7,9%, confirmando que a política de recuperação de rendimentos continua a ter efeitos positivos no emprego.
Contudo, é necessário ir mais longe. A análise do conjunto de indicadores deste trimestre mostra que a taxa de subutilização do trabalho se mantém elevada (15,2%, correspondendo a 825,9 mil pessoas), uma vez que, apesar do decréscimo registado, o contingente de desencorajados, subempregados e inativos indisponíveis é de cerca de 416 milhares. Por sua vez, o desemprego de longa duração abrange ainda mais de metade dos desempregados (54%).

No que diz respeito à precariedade do emprego houve um retrocesso, tendo o número de trabalhadores com vínculos precários aumentado em 53 milhares no último ano (+6,5%). Neste trimestre o número de trabalhadores com contratos não permanentes apurados pelo INE foi de 870 milhares, abrangendo 21,7% dos assalariados, mas a CGTP-IN estima que, na realidade, sejam mais de um milhão e que a maioria corresponda a contratos ilegais.
Os jovens continuam a ser os mais atingidos por este flagelo. Mais de 40% dos trabalhadores com menos de 35 anos têm vínculos precários e entre os menores de 25 anos a percentagem chega aos 62%.
O salário médio no país, em 2013, situava-se nos 924,6€ (onde se inclui os ordenados milionários), em Almeirim era 820,8€. De salientar que este valor face a 2012 teve uma redução de 5,3€, ou seja, em Almeirim está a haver um claro desinvestimento em políticas de salários justos e atualizados.
A CGTP-IN exige Salário Mínimo Nacional de 650€ para 2019.

Paulo Colaço – CDU Almeirim

.