Águas do Ribatejo duplica Capital Social e garante exclusividade dos municípios

A Assembleia-Geral da Águas do Ribatejo (AR) aprovou, por unanimidade, em sessão realizada no dia 27 de junho, um aumento do capital social da empresa e uma alteração dos Estatutos da sociedade de modo a manter o capital em exclusivo na posse dos municípios.

Este foi o culminar de um longo processo que implicou, numa primeira fase, um trabalho aturado de discussão e preparação desta operação e, numa segunda fase, a apreciação e aprovação da mesma por parte das Câmaras e Assembleias Municipais dos sete Municípios que integram a AR: Almeirim, Alpiarça, Benavente, Chamusca, Coruche, Salvaterra de Magos e Torres Novas. Em relação ao capital social a empresa, foi aprovado o seu aumento dos atuais € 6.871.681 para € 13.743.362, ou seja, uma duplicação do respetivo valor.

“Este aumento de capital será efetuado através da incorporação de reservas, isto é, por via dos resultados gerados pela empresa ao longo dos anos e que os Municípios sempre entenderam dever servir para reforçar a capacidade da empresa para dar resposta às necessidades das populações”, explica Pedro Ribeiro, Presidente da Câmara Municipal de Almeirim e Presidente da Assembleia Geral da AR.

Francisco Oliveira, Presidente do Conselho de Administração da AR, e da Câmara Municipal de Coruche refere que “o reforço do capital social da Sociedade é um sinal de confiança dos municípios acionistas, sendo igualmente importante nas relações que a AR estabelece com terceiros”. O administrador acrescenta que com esta operação será reforçada a credibilidade da empresa municipal junto do exterior e haverá uma melhoria das condições de financiamento dadas pelas instituições financeiras”.
“Na prática a AR irá conseguir empréstimos mais vantajosos, o que se irá traduzir numa maior capacidade de investimento”, conclui.

A confiança dos Municípios na empresa e a convicção de que esta solução de gestão conjunta e integrada dos serviços de abastecimento e saneamento nos vários Concelhos é, de facto, aquela que melhor defende os interesses dos cidadãos, foi um dos principais motivos para proceder à alteração dos Estatutos da empresa.

A alteração mais relevante prende-se com a restrição no acesso ao capital social da Sociedade, passando a ser possível apenas a Municípios e a entidades (em especial, associações) compostas apenas por Municípios deterem ações da empresa. “Deixa, portanto, de ser possível a participação de privados no capital da empresa, ficando assegurada a sua manutenção na esfera pública Municipal”, explica o vogal do Conselho de Administração da AR, Pedro Ferreira, que preside à Câmara Municipal de Torres Novas.

Segundo, Catarina Vale, vogal do CA e vereadora no município de Benavente, “o resultado conjunto destas operações não podia ser mais claro: “O sucesso da AR assenta na relação de confiança e solidariedade entre os Municípios com uma visão para o futuro da região”.
Francisco Oliveira conclui que a AR “está hoje mais forte para fazer face aos desafios que se avizinham e continuar, como sempre, a trabalhar arduamente para prestar um serviço com cada vez maior qualidade para todos”.

O Presidente da AR enaltece o trabalho dos autarcas e trabalhadores da empresa e agradece a confiança dos 75 mil clientes e 150 mil consumidores que a empresa serve todos os dias, 24 horas por dia.