Da esquerda para a direita: Subsídio e transparência

Antes de darmos início à nova época desportiva, convido e sugiro que os responsáveis com poder de decisão na atribuição de subsídios à cultura, desporto e outras organizações de utilidade pública façam transparecer a quem são destinadas as verbas, seus montantes e critério para a sua atribuição.

Na qualidade de cidadão e deputado de freguesia, escuto com muita atenção queixas do desporto e cultura pelo uso descriminado de verbas públicas e transportes. O subsídio não deve ter rosto nem nome, mas sim o objetivo de financiar ou colaborar com pessoas, equipamento, instalações, incremento de atividades socio-culturais, formação e promoção na prática do desporto amador. Depois de fazer a minha consulta digital, não vislumbrei nem dei notícia onde possa estar à disposição do público qualquer informação sobre o destino e montante de verbas atribuídas no concelho de Almeirim. Tambem sei que se for ao local certo pedir essa informação, esta não me pode ser negada, contudo, o público em geral deve ter acesso a toda e qualquer informação, sobre onde e como são gastos o produto dos seus impostos.

Em conversa com “queixosos”, sugeri que dessem conhecimento dos seus problemas a quem de direito porque a minha capacidade de solução dos seus problemas não era viável, por motivos óbvios. A única atitude só pode passar pela denúncia dos problemas e não da solução, e, dando o exemplo do “site” da Junta de Freguesia de Fazendas de Almeirim não estar atualizado há mais de 4 anos em que não é colocada qualquer informação, mesmo depois das promessas eleitorais e também em Assembleia de Freguesia, daí resultou silêncio total em matéria de informação e transparência. Com todo o respeito, quero salientar o facto de alguns dirigentes carentes de informação sobre equipamento e verba oriunda do sistema autárquico, sentirem constrangimento para reclamar tudo a que têm direito, mas é a fatura que se paga pela subserviência.

Carlos Bento – Inovar Almeirim

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