Quem é Filipe Costa?

REVELAÇÕES O músico e compositor é o responsável pela criação do Coro de Fazendas de Almeirim e aqui revela-nos um pouco mais de si.

Se uma pessoa que não o conhece lhe pergunta-se quem é o Filipe Costa o que lhe respondia?
Filipe Costa é uma pessoa simples,casado com dois filhos, católico, de 42 anos nascido em França,e que cresceu numa aldeia do concelho do Fundão, Capinha. Uma pessoa muito exigente consigo mesmo tendo uma grande paixão que é a música. Alguém que gosta de ouvir sobretudo as pessoas com mais idade pois elas são uma grande fonte de conhecimento e como eu costumo dizer da arte do saber ouvir também se aprende muito. Diria também que a minha vida é regida por três princípios; Educação, Respeito e Humildade, regras estas que me foram incutidas pelos meus pais e mestres com quem estudei. Uma pessoa que tem o defeito de querer saber mais e fazer melhor.

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E em criança como era?
Um miúdo como todos os outros, que também fez das suas traquinices, mas que o bichinho da música já cá andava. A pesca era uma grande paixão, desde muito cedo comecei a ter o gosto por apanhar uns peixes, e era uma coisa que o podia fazer tendo em conta que na aldeia tinha à disposição uma belíssima barragem e uma ribeira. Ia a missa todos os dias. De resto, jogava ao berlinde, à apanhada… um puto normal!

De onde veio o gosto pela música?
O gosto pela música surgiu muito cedo, ainda em criança por volta dos meus cinco anos. A minha irmã estudava acordeão e por vezes ia com ela às aulas o que me fez despoletar o gosto. Comecei também a estudar acordeão e formação musical que na época chamada solfejo. Do acordeão iniciei também órgão e piano. Mais tarde comecei a minha formação académica. Posso dizer que aos 16 anos de idade já tinha carteira profissional de músico.

Não tinha jeito para outras atividades?
Se tinha jeito para outras atividades é uma questão um pouco complexa visto que em criança e mesmo na adolescência queremos ser tudo! Mas desde sempre a minha tendência era para a música,do qual posso dizer que com os meus 16 anos já percorria o nosso país de norte a sul como músico de várias formações/projetos musicais.

Chegou a experimentar?
Para ser honesto, não… adorava o que fazia e faço.

Qual o melhor convite teve para tocar?
Para mim todos os convites para tocar são bons;é claro que à medida que os anos foram passando e desde há 17 anos que faço uma seleção dos convites, sobretudo na avaliação do projeto, a viabilidade do mesmo. Não vou mencionar nomes porque acho que me ficaria mal e uma das coisas enquanto músico é o respeito por todos os meus colegas músicos e produtores. No entanto, há convites que não precisei de pensar duas vezes. Uma delas foi ser produtor de uma grande empresa de espetáculos, a Claudisom, do qual trabalhamos com grandes nomes da música de renome a nível nacional e internacional. Esta é uma faceta que muitos desconhecem, para além de ser maestro, pianista,professor no Conservatório de Música de Santarém e de outros estabelecimentos de ensino, ser produtor de espetáculos é uma atividade que exerço com muito gosto e que me ocupa uma parte significativa do meu tempo.

E o mais descabido?
O convite mais descabido para mim foi há bastante tempo, fui convidado para dar um concerto eu e uns colegas e quando chegávamos ao local do concerto o palco era um reboque de um trator que tresandava, do qual o desfecho eu decidi não haver concerto.

Qual a coisa mais estranha que lhe aconteceu num concerto?
A coisa mais estranha ou mesmo assustadora que me aconteceu num concerto possivelmente foi quando se iniciou o concerto o módulo do palco onde eu estava desabou!! Um susto que nunca esquecerei e que poderia ter ficado com lesões para a vida inteira.

O que gosta de fazer nos seus tempos livres?
Não tenho muito tempo livre, mas sem dúvida que é estar em casa com a família.

De que clube é?
Que me desculpem os outros clubes mas tenho um carinho pelo SLB, mas em competições europeias sou de todos.

Sofre muito nas derrotas e vibra muito vitórias?
Não digo sofrer, é claro que gosto que o meu clube ganhe, mas posso dizer que sofro mais quando a equipa do meu filho joga, ainda tendo a agravante de ele ser guarda redes… aí sim o coração bate mais forte!

É daqueles adeptos que chama nomes aos árbitros e jogadores quando vê jogos na TV?
Bem isto é uma pergunta difícil, mas verbalmente não porque tenho de dar o exemplo enquanto pai ao meu filho,mas mentalmente por vezes sim principalmente quando joga a nossa seleção.

Vai tocar até quando?
Vou tocar até que o público me queira ouvir e as minhas mãos me deixem! A nível de direção aí será até que eu sinta que ainda tenho todas as capacidades quer físicas e mentais para ter uma batuta na mão.

Gosta de fazer comida? Qual?
Fazer comida não, só mesmo comer! Umas pizzas ainda vou fazendo.

 

À lupa

Nome: Filipe Delgado da Costa
Profissão: Músico
Filhos: Dois, o Santiago e o Vicente
Hobbies: A pesca para desanuviar e estar em contacto com a natureza o que para mim é fundamental.

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