Da esquerda para a direita: OE 2019

Encontramo-nos, por esta altura, na época de aprovação do Orçamento de Estado, diploma que define a estratégia económica do pais para o ano 2019. No entanto, o OE de 2019 parece não ter estratégia alguma a não ser eleitoral.

Numa altura em que a conjuntura internacional se apresenta favorável, o país devia estar empenhado em garantir um desenvolvimento sustentável, apostando no investimento e na redução da dívida. Não é essa a mentalidade do Governo, que prefere encenar o papel de cigarra em vez do papel de formiga.

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Não há aposta na saúde, que continua num estado muito aquém. Não há aposta na educação, principal semente de desenvolvimento de um país. Há aposta, sim, em garantir o voto nas eleições que se avizinham, fazendo o eleitor receber agora pequenos bónus para os pagar depois e votar pelo meio. Ora sabendo nós que a economia irá desacelerar no ano em causa, que continuamos a ser dos países da europa que menos cresce e com a terceira maior divida da zona euro, a atitude não devia ser outra?

Atendendo a isso a posição do CDS é, e não podia deixa de ser, contra a proposta de orçamento. Numa linha de oposição construtiva, irá ser apresentada uma proposta alternativa, que engloba, num exemplo que interessa ao assinante, benefícios fiscais para o interior, como a redução da taxa de IRS a pagar pelos contribuintes e a redução da cobrança de portagens a favor de residentes no interior, tentando combater a desertificação na área.

Que se trabalhe no verão, para resistir ao inverno.

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