Projeto pioneiro de recolha arranca já para o ano nos concelhos que integram a Ecolezíria

Decorreu esta manhã, no Salão Nobre dos Paços do Concelho de Almeirim a apresentação do projeto de Recolha Seletiva de resíduos urbanos da Ecolezíria na presença do Dionísio Mendes, administrador da Ecolezíria, Manuela Matos, da Comissão Diretiva da Po Seur – Programa Operacional Sustentabilidade E Eficiência No Uso De Recursos, Francisco Ferreira, presidente da Associação Zero Resíduos que é parceira no projeto, Francisco Teixeira, representante da APA – Agência Portuguesa do Ambiente que substitui o secretário de Estado do Ambiente que não pode estar presente e Pedro Ribeiro, presidente do executivo de Almeirim e em representação da Resiurb.
 
O projeto será implementado já a partir do próximo ano terá duas fases. Segundo, Dionísio Mendes, administrador da Ecolezíria, a primeira fase consiste na sensibilização da comunidade para a necessidade da reciclagem de resíduos e envolve todos os parceiros, municípios, associações, escolas e munícipes. A segunda fase, que será implementada em meados do ano que vem, consiste na recolha porta a porta dos resíduos que as pessoas deverão separar – vidro, plástico, cartão – e identificar e colocar à sua porta de acordo com um calendário que as câmaras divulgaram. Pioneiro será também a recolha dos bioresíduos (restos de cozinha) através da combostagem, com equipamento entregue a quem possua jardins ou outros espaços exteriores. Serão selecionadas famílias numa fase experimental, até 2020, altura em que o projeto entrará no dia-a-dia dos munícipes destes concelhos. No caso de povoados dispersos, serão colocados mais ecopontos. 
Este projeto não tem custos diretos para os municípios, apenas através da Resiurb, e será financiado pela Po Ser com 15% a 20% de participação da Ecolezíria. Com taxas de reciclagem muito baixas, Dionísio Mendes espera que os 6 concelhos Almeirim, Alpiarça, Benavente, Cartaxo, Chamusca, Coruche e salvaterra de Magos)  em 2020 reciclem 40% dos seus resíduos. Economicamente, quanto mais reciclar, menos pagará o munícipe pelos resíduos que produz.
 
Pedro Ribeiro referiu que esta é “mais uma tentativa de mudar de paradigma porque não estamos a conseguir atingir as metas. Ao todo, estes concelhos produzem anualmente 55 mil toneladas de resíduos, só Almeirim produz mil toneladas por mês, mais de 30 toneladas dias que custam às câmaras e munícipes 50 euros por tonelada para ir para aterro, ou seja , 600 mil euros por ano que podia ser canalizado para outras prioridades. Mas, se nós podemos recolher estes resíduos, não somos nós quem separa o lixo em casa de cada um”. 
 
Francisco Ferreira, da Associação Zero, referiu que este é um projeto pioneiro e ambicioso no caminho da sustentabilidade. Longe das metas propostas no que se refere à reciclagem, esta será a única solução para salvar um planeta ameaçado pelo alteração do clima e falta de recursos.
 
Na sala encontravam-se representantes de escolas, associações e municípios parceiros. Ainda houve tempo para perguntas à mesa.
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