Da Esquerda para a Direita: Refundar

Na agenda do dia encontra-se a reforma Económica e Monetária da União Europeia. É um tema de grande importância para a Europa e tem vindo a ser amplamente debatido por vários intervenientes políticos europeus sob a ideia comum de “Refundar a União Europeia”. A França chamou para si a liderança do tema na pessoa do seu Presidente. Macron, o grande entusiasta e impulsionador das reformas na União Europeia, defende a criação de um orçamento único, tutelado por um ministro das finanças único. Pretende, contudo, uma Europa a duas velocidades, onde uns países lideram e se integram e outros vão- -se afastando. O partido de Merkel, embora também defenda a integração europeia, considera que esta deve ser realizada a um ritmo mais lento e com menor participação da Alemanha, para não assumir riscos dos países mais débeis na união europeia. E Portugal? Qual a posição neste contexto de decisões sobre o futuro da União Europeia? António Costa tem apresentado uma postura de pouco se pronunciar, talvez para não se notar a grande divergência que o separa do Bloco e do PCP. O PS defende a criação de um orçamento único, mas apenas para dar resposta a situações de emergência de países em dificuldade. Rui Rio defende a existência de um ministro das Finanças único e a criação de um Fundo Monetário Europeu, com verbas próprias, com objetivo de coordenar e supervisionar as políticas orçamentais de cada país, podendo socorrer quando se justifique, mas sem que estas verbas provenham da criação de novos impostos europeus, decididos por alguns países em detrimento de outros. Considero de grande importância que estejamos atentos à posição dos atores políticos, pois das suas ações dependerá o nosso futuro e o dos nossos filhos.

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