Da esquerda para a direita: Civilizar

A nova Ministra da Cultura tem sido alvo de ataques e críticas pelas posições premeditadas que tem vindo a tomar.
A primeira polémica prendeu-se com o facto de ter justificado que assumir publicamente a sua homossexualidade tinha sido um ato “completamente político”. Após esta intervenção, veio logo a público o antigo Presidente da ILGA-Portugal (Intervenção Lésbica, Gay, Bissexual, Trans e Intersexo) considerar que esta escolha para o cargo de Ministra servia de inspiração para homossexuais e bissexuais, afirmando “existir ali um movimento que está ainda no início”…
Perante estas afirmações, muitas foram as contestações pela escolha desta Ministra, especialmente nas redes sociais. A segunda polémica aconteceu na sua primeira intervenção no Parlamento, onde afirmou que a tourada não era uma questão de gosto mas sim de civilização. Desta vez abriu guerra contra os aficionados. Classificou-os como não civilizados (!!?), o que atingiu muitos de nós, Ribatejanos. Segundo a definição, civilização, numa perspectiva evolucionista, é o estágio mais avançado de determinada sociedade humana. Deve ser este o estágio em que a Srª Ministra se julga encontrar.
Para apimentar esta comédia, vem António Costa, igual a si próprio, dizer uma coisa e fazer outra. Como pode ele, para defender a Ministra, afirmar não gostar de touradas e chocá-lo que a televisão pública as transmita, quando por várias vezes foi visto em touradas e a oferecer medalhas de mérito a forcados? Pretendo com isto mostrar indignação pela recorrente falta de coerência de António Costa, bem como assinalar que civilizar é essencial para a evolução da humanidade, mas deve ser feito com diálogo entre todos e não tirando partido dos lugares que se ocupa para impor vontades e gostos pessoais.

Nuno Fazenda – PSD Almeirim

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