Batutando na cultura #24

Natal, dia em que comemoramos o nascimento de Jesus. Na antiguidade, este dia era comemorado em várias datas, pois não se sabia com exatidão a data do nascimento de Jesus. Foi apenas no século IV que 25 de dezembro foi definido como data oficial desta comemoração. Na Roma Antiga, este dia era a data em que os romanos comemoravam o início do inverno. Portanto, acredita-se que haja uma relação deste fato com a oficialização da comemoração do Natal. As antigas comemorações de Natal costumavam durar até 12 dias, tempo que levaram os três reis Magos a chegar até a cidade de Belém e a entregar os presentes (ouro, mirra e incenso) ao Menino. Atualmente, as pessoas costumam montar as árvores e outras decorações natalinas no começo de dezembro e desmontá-las até 12 dias após o Natal. Data de grande importância para o Ocidente, pois marca o ano 1 da nossa História. Em quase todos os países do mundo, as pessoas montam árvores de Natal para decorar suas casas. Acredita-se que esta tradição começou em 1530, na Alemanha, com Martinho Lutero. Foi trazida para o continente americano por alguns alemães, que vieram morar na América durante o período colonial. O presépio também representa uma importante decoração natalina. Ele mostra o cenário do nascimento de Jesus, uma manjedoura, os animais, os reis Magos e os Pais do Menino. Esta tradição de montar presépios teve início com São Francisco de Assis, no século XIII. Quanto à origem e tradição do Pai Natal, estudiosos afirmam que a figura do bom velhinho foi inspirada num bispo chamado Nicolau, que nasceu na Turquia em 280 d. C. Este costumava ajudar as pessoas pobres, deixando saquinhos com moedas próximas às chaminés das casas. Foi transformado em santo (São Nicolau) pela Igreja Católica, após várias pessoas relatarem milagres que lhe foram atribuídos. A associação da imagem de São Nicolau ao Natal aconteceu na Alemanha e espalhou-se pelo mundo. Até final do século XIX, o Papai Noel era representado com uma roupa de inverno na cor verde escura. Em 1886, o cartunista alemão Thomas Nast criou uma nova imagem para o bom velhinho. A roupa nas cores vermelha e branca, com cinto preto, criada por Nast foi apresentada na revista Harper’s Weeklys neste mesmo ano. Em 1931, uma campanha publicitária da Coca-Cola mostrou o Pai Natal com o mesmo figurino criado por Nast, que também eram as cores do refrigerante, tendo tido muito sucesso e ajudando a espalhar a nova imagem do mesmo pelo mundo.

“Ouvir, Ler e Ver, uma forma de nos cultivarmos”, by Filipe Costa.

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