Reflexão

Após as festividades de Natal, onde nos focamos em sentimentos de paz, amizade e família, convém agora fazermos uma reflexão sobre o ano que está a terminar e focarmo- nos no que pretendemos para 2019. Em jeito de balanço a 2018, deixo aqui alguns factos que considero marcantes: – Aumento do turismo, cada vez mais um motor da nossa economia; fraco crescimento económico, o sexto pior da zona Euro; finalmente aprovada a lei que regula a atividade de transportes através das plataformas eletrónicas; a não recondução da Procuradora Geral da Republica, na minha opinião o mais injusto ato de nomeação, mostrando que não se premeia o mérito de quem tanto fez pela Justiça, mas sim as escolhas políticas. Veremos no futuro se não darão frutos para os acusados judicialmente e amigos do aparelho… e mais danos para o País! – Os fogos voltaram a fustigar o nosso país, castigando este ano o Sul. Mais uma vez o governo teve largas culpas, com os bombeiros a apontarem-lhe o dedo e afirmarem que “não existiu mudança de estratégia no combate aos incêndios” bem como, a garantirem que “não deixarão a culpa morrer solteira”. Será? – A queda do helicóptero do INEM, com a ANPC a apontar falhas nas operações de socorro e de busca. Mais uma calamidade, que levou o Presidente da Republica, pela primeira vez, a não dar colo ao governo e a afirmar que “o Estado falhou”. Mas tem falhado muito mais, como a queda da estrada em Borba ou o mau estado em que se encontram tantas outras, fruto do desinvestimento em infraestruturas, o mesmo que tem inviabilizado as obras nas “curvas de Santarém”; – Por falar em desinvestimento, veja-se o caos na saúde e nos hospitais, com tanta falta de meios e de pessoal; greves em todos os setores, e numa proporção impar(!), que têm levado o país a constantes paralisações, especialmente neste final de ano. Vamos então refletir. Fica aqui o exercício. Boas festas, e Bom Ano Novo com muita saúde e alegria.

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