Cada sonho que deixas para trás, é um pedaço do teu futuro que deixa de existir

“Não faz sentido olhar para trás e pensar: devia ter feito isto ou aquilo, devia ter estado lá. Isso já não importa. Vamos inventar o amanhã, viver o presente e parar de nos preocupar com o passado.”(Steve Jobs) Por vezes somos levados a pensar que na realidade SOMOS ÚNICOS, e de facto, talvez até sejamos mesmo, mas também não devemos esquecer que vivemos nesta sociedade atualmente algo muito complicada e até desinteressante. Agora isto, não quer dizer que devemos privar-nos da importância de termos junto de nós e nos cercarmos das pessoas que gostamos, até porque muito do que somos, do que sentimos e pensamos, certamente será influenciado por aqueles que nos rodeiam, então daí a importância de escolher bem 1uem estará ao nosso lado. É importante ter a companhia daqueles que nos trazem algo relevante e cuja presença tira o melhor de nós. Vivemos um tempo em que tudo se consome demasiado depressa e, em que, principalmente as redes sociais, já quase não existe relações sociais humanas, são um rastilho perfeito gerador da instabilidade emocional de cada um, fazendo com que tudo se torne mais instável num viver de aparências, de forma mais rápida, mais superficial e, arrisco mesmo em dizer muito menos conhecedor e, tudo porque a velocidade voraz da “pretensa informação”, nem sequer nos dá tempo para “guardar e descodificar tudo” a que em todos os momentos no atingem. Temos de ter a noção que há que respeitar o nosso próprio tempo, dado que temos a perceção de que o grande valor da sociedade atual é a pressa, ou não
será assim? Acredito que muitas pessoas não estão preparadas para lidar com a informação que encontram nas redes sociais, sobretudo as pessoas mais jovens e até as mais idosas. Tenho a ideia de que a maior das coisas que são partilhadas nas redes sociais são falsas e por isso, devia haver uma certa formação para estas pessoas, porque esta é uma ferramenta com grande poder nos dias de hoje. É muito fácil ir para as redes sociais difamar alguém. Se eu quiser fazer mal ao meu vizinho, basta ir para o Facebook e dizer mal dele. Em pouco tempo, temos milhares de partilhas e a vida da pessoa arrasada. Depois demora muito mais tempo para desmontar a mentira do que a velocidade com que ela se propaga. Como certamente já entenderam eu não escrevo sobre a “mudança” como sendo possível, porque eu acredito que a mudança é mesmo possível; eu escrevo e falo sobre a mudança ser possível porque eu sei que é assim – porque eu senti e sinto isso. O que já aprendi é que não precisamos tentar livrar-nos dos nossos vazios, da dor ou da tristeza para viver uma vida com um novo sentido e até certo ponto significativa. Não precisamos de descobrir tudo e juntar todos os pedaços para experimentar a alegria, a beleza, a empatia e admiração. Não temos que nos isolar das partes mais dolorosas e traumáticas da nossa história de vida, para apreciar toda a retratação de que foi a nossa vida, com todas as incógnitas a que ela nos levou e o mistério que ainda e sempre se manterá. Que todos nós possamos encontrar maneiras de aliviar os nossos sentidos de toda ou em parte da “carga traumática que sofremos” à medida que exploramos, movemos e mudamos. Que todos nós possamos assim poder sentir um novo e diferente “raio de luz” dentro de nós. Por vezes esquecemos que “ as coisas materiais perdidas podem ser encontradas. Mas há uma coisa que nunca pode ser encontrada quando está perdida – “ A nossa vida”.(Steve Jobs)

Armindo Castelo Bento
Economista

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