Dia dos namorados

Não irei fixar uma data para justificar o ‘amor’, a paixão, o desejo, a vontade de estar a dois, sós, não é correto. Até porque, amar não tem data, hora, momento. O tempo de este ser apresentado ao próximo é instantâneo e incontrolável. Vê-se de olhos vendados, porque a maior visão vem do coração, e esse não usa óculos, porque tem sete e não seis sentidos como aquele inigualável ser por quem ele bate. Bombeia o sentimento e revigora a chama que queima a dor, por não poder estar de corpo presente, para dizer ao ouvido, já abraçados – “Amo-te sem palavras.” – como se ela não soubesse! Agora peço-vos, ó vagabundos e ausentes de sentimento, pensem que por dentro dos olhos há algo superior à visão e é lá que existe um espaço só (exclusivo) para uma pessoa ficar. Abram-lhe a porta todos os dias, mesmo que ela não bata, ou toque na campainha, deixem-na apoderar-se da vossa alma, e verificarão o quão belo é a magia da chave que liberta o ‘AMOR’ preso a vós. – O coração, por telepatia, transmite à ‘futura namorada’ que a porta está aberta e, caso ela tenha dúvidas da sua localização, envia-lhe, através das palpitações aceleradas, a orientação necessária para que encontre a nossa morada. E não é que no céu aparece as seguintes palavras: “Como chego a ti, depois de estares ausente tanto tempo. Os olhos não acreditam no que veem, brilham mais que um diamante, após visualizarem o que será possivelmente a peça que falta no puzzle para encontrá-la.

Artigo de opinião de Eduardo Lopes.

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