Editorial – 1 de março

A últimas semanas do mês de fevereiro foram agitadas no universo desportivo, em particular no futebolístico, no concelho de Almeirim. Vamos por partes. Não altero uma vírgula ao que foi escrito sobre o que foi dito no balneário, e um dia vamos perceber porque o Mário Nelson nunca atendeu os telefones na manhã seguinte, e foram muitos, e nem respondeu a mensagens. Até nisso o Mário Nelson deixou André Mesquita, “Homem forte” do futebol, ou Segundo Presidente ou Investidor, fazer um comentário nas redes sociais que só servirá para o espetáculo mediático de um círculo muito restrito, incluindo a divulgação do número de telemóvel, mas é ridículo e Mário Nelson não devia ter omitido ao André Mesquita estas tentativas de contacto. (Ao dia 25 de fevereiro tem apenas dois comentários e 63 gostos). Manifestamente pouco para um universo tão grande como o do U. Almeirim ou do Viver UFCA. Aliás, Agostinho Fernandes também não colocou “like” nesse post. Mas no dia 22 surgiu um comentário nas redes sociais assinado pela direção do U. Almeirim. Essa nota, com o título “Informação Positiva”, leva-me a fazer um conjunto de reações neste espaço, mesmo que não me apeteça muito fazê- -lo porque é dar importância a algo tão ridículo, que me custa falar nele. E aos leitores do nosso jornal que tanto lutaram por um país livre, eu pergunto: “Não deve um jornal noticiar que um jogador partiu, num espaço de todos nós, um vidro e uma porta? Isto não aconteceu durante um jogo, após um remate. Não. Foi na sequência de um ato de (muita) indisciplina. Mas um ato destes tão grave só se soube porque nós noticiámos. Mas quase tão grave como o ato de partir um vidro ou uma porta é dizer que isso é banal. Aos leitores e ao Agostinho Fernandes, antigo jogador do U. Almeirim, antigo capitão do clube, atual Presidente e até vereador, eu pergunto: será banal partir vidros e portas? Eu sei que o Agostinho não acha isso banal. Depois, vir a enumerar factos que deviam ser notícia e não foram é também ridículo. Tão ridículo que hoje é fácil fazer pesquisas, e todos os factos na nota podem ser comprovados que foram notícia. Não podemos é, quando escrevemos a notícia da indisciplina, dizer sempre que “André Mesquita pagou isto, pagou aquilo”, “Quem tem x atletas, z diretores.” E só para tentar terminar esta “coisa” de notícias boas e más. Será que quando demos a notícia que a vereadora Emília tinha sido condenada no caso dos mails também não a devíamos dar? Coitadinha, é uma notícia má para a Senhora Vereadora. Basta de demagogia!

Valter Madureira

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