Editorial – 15 abril

Era uma vez… as estórias que nos contaram durante a infância, quando tentávamos espantar o sono começavam assim. Outras estórias são cantadas em fados, relembro a estrofe: “noutros tempos da fidalguia, que deu brado nas toiradas…” que continua “a estória que eu vou contar, contou-me uma certa velhinha”.

Podia ter sido assim, mas hoje conto-vos uma história, que começou num tempo que já não volta, onde a festa era feita de voluntarismo, onde um conjunto de homens de boa vontade construiu uma praça para que do seu rendimento se ajudasse quem mais precisava. O povo que somos, acorria em força em dias de sol ou de chuva, em jeito de romaria, enquanto comia uma queijada ou bebia um copo elegia democraticamente os seus heróis ano após ano – cavaleiros, forcados, bandarilheiros, mas também os toiros. Desse tempo mantém- se o local e o espírito da festa popular, transversal a classes, sexos, credos e partidos.


Impunha-se, metafori- camente, dar uma volta à praça. E foi o que se fez, construindo um conjunto de espaços onde serão vendidas as produções da nossa cultura, da gastro- nomia aos botins, dos bor- dados ao vinho.”

De hoje o rigor e as exigências. Impunha-se, metaforicamente, dar uma volta à praça. E foi o que se fez, construindo um conjunto de espaços onde serão vendidas as produções da nossa cultura, da gastronomia aos botins, dos bordados ao vinho.

Sem esquecer o terreiro das festas, com novas instalações onde acontecerão tardes lindas em que virão toiros, mas também muitas noites de concerto e de dança, onde os espectáculos serão os do tempo presente e dos tempos futuros. Esse futuro que a Deus pertence e que os nossos jovens praticam. A Arena, nome de hoje, está de volta a contribuir para quem mais precisa, os nossos idosos, as nossas crianças. O nosso passado e o nosso futuro. Dia 1 de Maio vamos materializar de novo este sonho, outros se seguirão, mas para já até dia um, lá nos encontraremos.

Eng. António Rocha Pinto Vice-Provedor SCMA

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