Défice

O artigo desta semana vem corroborar a frase “os fins não justificam os meios”. Trago um tema, que pasmem- -se, pois eu “pasmado estou”, colocou a esquerda, incluindo a esquerda radical a concordar e corroborar com as críticas da direita à gestão deste Governo. Segundo dados do INE o défice de Portugal em 2018 ficou nos 0,5% do PIB. De facto, per si, é uma notícia muito boa, mas seria-o realmente se a forma de alcançar tal resultado tivesse sido a mais correcta e não comprometesse o futuro. PSD e CDS apesar da satisfação pelo valor, contestam o facto de ter sido obtido com a maior carga fiscal alguma vez aplicada na economia portuguesa. O PCP e BE por seu lado atribuem o resultado à falta de investimento realizado pelo Governo, incumprindo com o OE aprovado com o seu aval. De facto, foi aprovado no OE um investimento de 2,8% do PIB, mas o realizado ficou-se pelos 2%. Segundo o INE a carga fiscal aumentou 35,4% do PIB em 2018. Ou seja, as receitas via impostos superaram cerca de 1.000 milhões de euros o previsto e a despesa ficou 131 milhões abaixo do orçamentado. O FMI tem criticado bastante o governo, quer por aplicar tamanhos cortes no investimento apenas para baixar défice, quer por termos o investimento mais baixo das economias da europa.Saliento que o investimento está abaixo do executado no último ano de Passos Coelho, ainda sob tutela da TROIKA. Toda a oposição, incluindo a esquerda que suporta o Governo, está a colocar o dedo na ferida e a identificar as falhas desta governação.
*continua na próxima edição

Nuno Fazenda
Inovar Almeirim

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