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Francisco Maurício acusado de traição

O pedido de demissão de Francisco Maurício mas a sua manutenção em funções no Executivo como vereador foi gerador de mal-estar entre os eleitos pelo partido da maioria com o presidente a entender que não podia continuar a ter o vereador nas reuniões preparatórias com os colegas de partido por não ter a necessária confiança política.

A comunicação pública da "perda de confiança política imposta pelo presidente da câmara" surgiu como uma declaração de guerra entre os dois elementos do Executivo.

A 12 de Março, Francisco Maurício propõe que o Executivo delibere a "avocação de poderes" porque na sua opinião "o presidente não tinha qualquer intenção de levantar processo disciplinar à funcionária em causa".

Sousa Gomes entendeu tal atitude como um "traição": «já estou na Câmara há vários mandatos e nunca ouvi dizer que algum vereador em alguma câmara deste país tenha proposto a avocação de poderes do presidente de câmara e foi isso que fundamentalmente me feriu porque também no desempenho das minhas funções tenho tido diferenças de opinião, discussões acaloradas com vereadores da oposição mas nenhum vereador tomou semelhante atitude. Quanto a mim isso foi um acto que significa traição, francamente acho que é! Foi chocante, marcou-me e foi determinante para a minha actuação neste processo».

Com o parecer jurídico trazido por Sousa Gomes e que o vereador classificou como "extenso e controverso" o assunto foi adiado para a reunião seguinte e Francisco Maurício acusado de ter tentado fazer "um golpe de estado" optou por retirar a avocação de poderes da proposta.

"O presidente tem algumas dificuldades em lidar com o poder e com a forma como o exerce", reafirmou o professor que acredita que "tudo isto é uma estratégia que o presidente está a usar com objectivos políticos. Nunca chegou a haver proposta de avocação de poderes porque nunca foi discutida. Eu reformulei o documento, retirei o pedido de avocação, o presidente é que está a empolar este assunto porque lhe deve interessar. Além disso, deixou claro que na sua opinião, "se o presidente fosse juiz em causa própria ele já me tinha posto fora da câmara, mas ele não pode - vai ter que levar comigo até ao fim do mandato".

Número 2 da lista de Sousa Gomes, seu primeiro vice-presidente em 16 anos como edil de Almeirim, o vereador agora sem pelouros está decidido a ficar no Executivo embora tenha proferido publicamente que "agora ainda é cedo", mas não põe totalmente de parte a hipótese de ser uma alternativa para os almeirinenses nas próximas autárquicas.

7/13/2007

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