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Com a idade de 7 anos e já na Escola vou ser presenteado num dia que iriamos falar de um Poeta de nome Augusto Gil, nascido na Guarda, cujo nome verdadeiro era Augusto César Ferreira Gil, autor de poemas e versos, e tinha colocado sómente, o nome de Augusto Gil como autor do Sec.XVIII.
Fiquei super inchado de haver um poeta com o meu no-me e durante muitos anos procurei saber algo do homónimo escritor. Soube que se suicidou muito novo por não ser correspondido pelo amor da sua amada, hoje mata-se quem falha, é mais barato e fácil.
Aquando a eleição do Engº Guterres para 1º Ministro, o Grupo de Musica Tradicional Sopa de Pedra, é convidado pelo Staff do PS de então para fazer espectáculos na divulgação do futuro 1º Ministro de Portugal que até foi. A cidade da Guarda foi um dos locais que houve Sopa de Pedra com fartura, musical claro. Lá está a estátua do Sr.Augusto Gil e até tirei uma foto ao lado dele. “Bate leve levemente por quem chama por mim… será chuva, será vento…etc. É sem dúvida o mais conhecido poema dele … A Balada da Neve.
Sei que, a escrita nunca me foi apetecivel nem lembrada durante todos estes anos, tal-vez a falta de tempo e escrever para quem?” Afinal nunca digas que desta água não beberei” e aconteceu o inverso.
No dia 25 de Outubro de 2009, no Salão do Moinho de Vento tive a oportunidade de apre-sentar juntamente com o Jornal Almeirinense, um livro. Simples como sou e fui sempre, foi sobejamente reconhecido de estar a apresentar e ser uma obra literária simples em que o Escritor José Saramago hoje, deve estar com alguma inveja desta não ser polémica, pelo contrário, daqui a uns tempos ainda lhe vão dar razão, isto do provérbio antigo “ Quem se mete com cachopos, fica-se com as calças molhadas” mas neste caso o Saramago levou uma banhada de inveja de muitos que até, quem sabe gosta-riam também de o dizer, mas não são “Nóbeles” é disto que o povo gosta….
Ó gente da nha terra…!
Sem querer no lançamento do meu livro também esperava alguma Polémica porque no primeiro capitutlo tambem lá falo do Caim…mas não houve problema nenhum. Houve no final que depois da sessão das dedicatórias, quando fui à procura de um rissol ou um pastelinho de bacallhau…nem um. Afinal houve fome literária e da outra, mas fiquei contente à mesma.
Almeirim esteve ali no seu todo. Um Almeirinense em Almeirim resumido naquelas 107 folhas bastou, para que mesmo os que por impossibilidade de não estarem presentes fisicamente, estiveram para mim de corpo e Alma. Todos tivemos bem perto de nós aquelas figuras que descrevo desde longa data. Pais, Avós, Bisavós, vizinhos, amigos e demais, que passam por ali naquelas linhas descritas, na maneira como falavam, viviam, os modos de vida e hábitos, não me deixarão para num dia como aquele… mais um 25 de Outubro ou de Abril ou o raio que o parta, de agradecer e pedir, que afinal Almeirim não pode morrer nas suas tradições no seu bairrismo, e como foi Rainha no antigamente.
Hoje não passa de um dormitório ambulante e cínico, onde os próprios resistentes e residentes de hoje esquecem-se que afinal a Política tirou-nos tudo. Podem acreditar… não a maldita cocaína, mas sim a maldita politica muito fingida e mal organizada.
Obrigado a todos pela tarde inesquecível no Moinho de Vento e contem comigo para que se diga durante muitos anos “ Há Q´anos q´era assim” e já agora prometo estar por aqui até que a mão me doa…!
Augusto Gil
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