"Já estamos todos pelos cabelos. Estamos fartos, cansados de viver num clima de permanente insegurança. Estamos a viver com medo, alguns de nós estão a abandonar as terras. Somos assaltados mais do que uma vez por dia, roubam tudo o que querem, partem, estragam e ainda gozam connosco. Isto não pode continuar!" referiu Jorge Cunha, um dos moradores da zona da Estrada do Marquês que esteve na última sessão pública de âmara acompanhado de um conjunto de vizinhos, também proprietários, vítimas de vandalismo e roubo.
Os individuos de etnia cigana que estão alojados no Acampamento junto à Feira Mensal, na zona industrial de Almeirim mas em terrenos privados pertencentes à Quinta da Alorna foram identificados pelos moradores presentes como os autores de atos de vandalismo que causam elevados prejuízos materiais sem que sejam responsabilizados.
"Estou cansado de humilhações e gozo. Já estou farto disto! A próxima vez que for para a minha propriedade vou de espingarda e resolvo o problema de uma vez. Pode ser que assim a situação se resolva". referiu um outro morador que diz já não aguentar mais a impunidade e o tratamento privilegiado que estas pessoas têm merecido por parte das entidades públicas.
"Eles têm direito a tudo e mais alguma coisa mas não têm deveres. Se somos todos cidadãos iguais então os deveres têm também que ser para todos e não só para nós. Temos alertado a GNR, temos feito queixa, as autoridades vão ao local mas está semrpe tudo na mesma. Estamos de pés e mãos atados e prestes a fazer justiça pelas nossas próprias mãos" acrescentou Jorge Cunha.
Sousa Gomes ouviu as reclamações dos vários moradores, tentou esclarecer que a Câmara está consciente do problema e sugeriu uma reunião na Autarquia com moradores, GNR e proprietário dos terrenos onde está implantado o Acampamento no sentido de se encontrar soluções capazes de resolver o problema que está a deixar os proprietários dos terrenos prestes a fazer a sua própria justiça.