MASOQ – Mas o quê?

No passado dia 18 de Janeiro, a MASOQ organizou uma exposição na Biblioteca Municipal de Almeirim, com vários trabalhos de desenho e ilustração. O objetivo era dar a conhecer uma pluralidade de trabalhos
e de artistas diferentes que tivessem algo em comum, sob a alçada do tema “Estrada perdida”.

Esta iniciativa, tal como o “Open Skate” (realizado em Setembro) e o concerto de Tiago da Neta (Novembro), foram realizadas pela associação constituída por Gonçalo Incendiário, Manuel Laudácias, Tiago da Neta, João Jacinto, Gonçalo Silva, Pedro Lopes, e Cláudio Abreu.
Estes foram os primeiros projetos apresentados como associação registada. Inicialmente, o grupo respondia pelo nome “M.A.R.C.A”, mas em 2013, por questões de conflito com outra entidade registada, a associação ficou conhecida como MASOQ. O nome teve origem num trocadilho da expressão “Mas o quê?”, e pretende transmitir uma afirmação e uma interrogação à população. Tal como afirmam, o seu ponto de partida é a pluralidade: “Queremos mostrar um bocadinho de tudo. As nossas ideias passam por aquilo que falta em Almeirim”.

O grupo de amigos entre os 25 e os 32 anos, estudantes e trabalhadores em áreas como a música, audiovisual e artes plásticas, sempre teve a ideia de fazer mais e melhor, e face a esta insatisfação, deram o primeiro passo: “Há um número infindável de coisas a acontecer lá fora. Porque não aqui?”.

Garantem que as pessoas já começam a ouvir falar deles e o feedback é positivo, porém, não deixa de entrar em conflito com algumas tradições e hábitos da população. O grupo pretende ficar conhecido pela iniciativa, por mostrar os caminhos pouco explorados no concelho, mas acima de tudo, pela diferença que os demarca das restantes associações.

 

MASOQ nas Festas da Cidade

A Câmara Municipal de Almeirim lançou o desafio à MASOQ de projetar uma das noites das Festas da Cidade. A Associação aceitou de imediato e decidiu criar um projeto aberto a bandas originais, tendo como objetivo
fazer ciclos eliminatórios nas várias freguesias do concelho, sendo a “Gala Final” a grande surpresa das Festas. Serão avaliados todos os tipos de música, a única premissa é a originalidade, e tudo depende do número de
inscrições.
O grupo confessa que “esta iniciativa vai entrar em choque com uma parte da população, mas por outro lado, vai satisfazer as necessidades de outra parte”.

 

Ana Teresa Lopes

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