Rodoviária do Tejo vai parar

Os trabalhadores da Rodoviária do Tejo decidiram hoje, reunidos em plenário, realizar uma paralisação no dia 28 de Março, reafirmando a sua luta pelo aumento salarial e contra a caducidade do acordo de empresa (AE).

Esta paralisação deve afectar também as carreiras no concelho de Almeirim e também o TUA.

Em declarações à agência Lusa, Manuel Castelão, do Sindicato dos Transportes Rodoviários, disse que o plenário de trabalhadores resultou na decisão de “continuar a lutar contra a perda de direitos e de regalias conquistados ao longo de muitos anos”, criticando a “perda contínua da massa salarial em contraponto aos milhões de lucros gerados anualmente pelas empresas do Grupo Barraqueiro”.

O plenário reuniu representantes dos cerca de 720 trabalhadores da Rodoviária do Tejo e da Ribatejana.

No dia 28 de Março, às 11:00 decorrem uma paralisação e a concentração dos trabalhadores em Lisboa, em frente à sede da empresa.

As principais reivindicações são o “cumprimento da aplicação do descanso compensatório, o aumento dos salários e melhoria das condições de trabalho e contra a discriminação”, reiterou Manuel Castelão, notando que a greve agendada para dia 28 de Março vai incluir a participação, para além dos trabalhadores da Rodoviária do Tejo, dos quadros afectos à Rodoviária de Lisboa e da Transportes Sul do Tejo.

A agência Lusa tentou contactar a administração da Rodoviária do Tejo, mas não conseguiu até ao final da tarde obter reacções ao resultado deste plenário de trabalhadores.

 

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