Federação reage ao caso da atleta excluída com tumor e dívida de hospital por pagar

Uma atleta de 14 anos foi excluída do clube de andebol 3A por ter sido diagnosticado um tumor. A denuncia é feita pela mãe da atleta que pede intervenção imediata da Federação Portuguesa de Andebol e da Câmara Municipal de Almeirim.

Ao que o nosso jornal apurou, a Federação já está a par da situação. O organismo que tutela o andebol em Portugal teve conhecimento da situação pela noticia de O Almeirinense e por correio enviado pela mãe da atleta.

Ulisses Pereira explicou à Feel FM que “a Federação tomou primeiro conhecimento do caso através da comunicação social”, tendo recebido posteriormente uma “exposição da mãe da atleta, que merecerá a atenção e resposta dos órgãos federativos competentes para o efeito”, disse o presidente do orgão máximo do andebol.

No entanto o presidente da Federação Portuguesa de Andebol reconheceu pouco poder fazer quanto a este caso, explicando que “sendo uma matéria delicada, é algo que diz essencialmente respeito ao relacionamento entre clube, atleta e seus encarregados de educação, na qual a Federação apenas poderá intervir se houver algum ilícito disciplinar”. No entanto, a Federação Portuguesa de Andebol não põe de parte de forma “informal, apelar ao respeito pelos valores éticos que devem enquadrar a actividade de todos os desportistas”, disse Ulisses Pereira.

Mas os problemas começaram antes de diagnosticada a doença à jovem atleta.

A 28 de março, a filha de Celeste Costa lesionou-se num treino e teve que receber assistência no Hospital de Santarém. Da assistência hospitalar há uma factura de 85 euros que o clube se recusa a pagar, acrescenta a mãe: “quando recebi o documento do Hospital fui falar com a Marilia e ela disse-me que não pagava e que devia ter dito no Hospital que tinha sido um acidente em casa, e não num treino”.

Concluído o período de paragem devido à lesão na mãe, a jovem jogadora das iniciadas dos 3A recebe a noticia que tinha um tumor, um Lipoma e “informa a Marilia Viegas que não podia treinar durante três meses, o período indicado pelos médicos para o tratamento deste problema”, conta a mãe.

A mãe que diz sempre ter pago os 15 euros da mensalidade e as quotas de associada do clube, ficou ainda mais revoltada quando “um dia a minha filha pediu-me para ir ver um treino porque tinha saudades das colegas e foi. Lá a Marilia disse-lhe que tinha de devolver o equipamento, que não faziam conta com ela e que jogadoras existiam muitas”, acrescenta Celeste Costa.

Perante o que classifica de “injustiça para com uma criança” que é sua filha, mas “pode acontecer com qualquer outra pessoa”, a mãe da jogadora alerta para a intervenção da Câmara, que apoia financeiramente os 3A, e mesmo da Federação.

O Almeirinense contactou Marilia Viegas, pelas 16h13 minutos,  que disse “não quero falar nessas coisas que não têm ponta por onde se pegue”.

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