Presidente CMA declara-se favorável a uma “discriminação positiva” sobre a saída médicos

O Presidente Câmara Municipal de Almeirim, concelho que até ao final do ano deverá perder mais três médicos de família por aposentação, como o Almeirinense avançou em primeira mão, declarou-se favorável a uma “discriminação positiva” dos médicos aposentados em relação a outros reformados da Função Pública, uma vez que não há alternativas para a carência de clínicos.

“Precisamos desesperadamente que quem está a sair possa continuar não só a prestar cuidados às populações como também a transmitir aos médicos mais novos um conhecimento que na carreira médica é fundamental. Há uma experiência acumulada na carreira médica que deve ser transmitida”, disse.

“A perda desse conhecimento acumulado valioso pode pôr em risco o Serviço Nacional de Saúde, considerado um dos melhores do mundo”, reforçou, sublinhando que a questão financeira não pode ser invocada, uma vez que o Estado “paga muito mais a empresas prestadoras de serviços”.

Em março, a diretora do ACES da Lezíria disse à Lusa que eram necessários 26 médicos de família para colmatar a carência de clínicos nos nove concelhos do distrito de Santarém abrangidos por este agrupamento.

Dos 93 médicos distribuídos pelos nove concelhos que integram o agrupamento, numa área total de 3.500 quilómetros quadrados, 11 aguardavam despacho de aposentação.

Entretanto, o concurso aberto pelo Ministério da Saúde apenas prevê a contratação de quatro clínicos para este ACES, “o que não chega sequer para os que se vão reformar”, disse Pedro Ribeiro à Lusa.

O presidente da CIMLT disse ainda que assim que for nomeado o novo responsável do ACES Lezíria será pedida nova reunião.

A Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo (CIMLT) vai pedir uma reunião ao ministro da Saúde para exigir soluções para a “preocupante” falta de médicos na região, disse hoje à agência Lusa o presidente do organismo.
Pedro Ribeiro disse à Lusa que, na sequência da reunião ao final do dia de quinta-feira com a diretora executiva do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) da Lezíria, Paula Rodrigues, que se encontra demissionária, a CIMLT quer colocar as suas preocupações diretamente a Paulo Macedo.
“Há efetivamente consciência de que existe falta de profissionais, que se agravará com a perspetiva de mais aposentações, mas o que é preciso é vontade política e financeira para resolver o problema”, afirmou.

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