Restaurante News, no Parque das Laranjeiras

Bruno China chegou a Almeirim no ano 2000. Sente-se em casa e já não pensa voltar à sua terra, Cascais. Diz-nos que se sente em casa e que os Almeirinenses o acolheram como se fosse de família. A sua paixão pela cozinha e espírito de aventura fizeram com que “China” deixasse a sua zona de conforto e embarcasse na aventura para uma cidade diferente daquilo que estava habituado.

Não é de cá… Porque escolheu Almeirim como cidade de destino?
Sou natural de Cascais e vim para Almeirim para trabalhar num restaurante, a antiga Mercearia Vencedora, que se situava na rua da Igreja. Ao princípio não gostava de cá estar, vim com apenas 20 anos e recordo-me que a coisa que eu mais queria era que chegasse o domingo à noite para me ir embora para Cascais, mas depois fui-me habituando e percebendo que até tinha muita qualidade de vida e era tudo mais simples… por exemplo, a primeira vez que fui a um banco em Almeirim, levantei-me perto das 9 horas e era mais ou menos 9.30 e já estava despachado… Em Cascais isto é impensável, e quando contava aos meus amigos eles quase nem acreditavam, nem lhes digo quanto custou a minha casa, um T2, pois com esse valor eu não conseguia comprar um T0 em Cascais. Aqui há tudo menos a praia, o nível de vida aqui é muito mais barato e temos, sem dúvida uma melhor qualidade de vida. Com todos estes argumentos não foi muito difícil começar a habituar-me à ideia de ficar por cá, aliada ao acolhimento que tive por parte dos almeirinenses. Além disso, e esta é a parte mais importante, apaixonei-me pela minha mulher e tive um filho, que hoje tem 10 anos… Já cá tenho as minhas raízes…

Tem alguma formação de cozinha ou é muita experiência adquirida?
As duas… Tenho formação como chef de cozinha, e muita, mas muita experiência… O gosto por esta área também já vem de trás pois tenho familiares ligados a este ramo. Já tinha trabalhado em hotéis e vim para cá através da Mercearia Vencedora. Ao princípio não gostei muito, era novo, ficar sem amigos… Era um bocado longe… enfim hoje está tudo ultrapassado. Foi uma experiência nova.

Como surgiu a ideia de abrir o NEWS e quando?
Abri há cerca de seis meses, quando saí do restaurante… Acho que todas as pessoas que trabalham neste ramo, têm o sonho de ter o seu próprio restaurante. Aqui está o meu…

Porquê o nome NEWS?
Este nome surgiu de uma maneira engraçada… O News sofreu algumas obras antes de abrir portas. E como a montra é grande decidi comprar papel opaco a tapar, pois não gostava de ver a montra com papel de jornal. Certo dia vou ver como estava tudo a correr e quando cheguei vi a porta tapada com jornais! Fartei-me de ralhar com os colaboradores que não queria aquilo assim e fui para a rua fumar um cigarro. Nesse entretanto começo a olhar para a fachada e chego à conclusão que seria News o nome do meu restaurante e que como parte da sua decoração iria ter folhas de jornal…

O que pensa ser a chave para fidelização de um cliente?
O que costumo dizer aos meus colaboradores é que se tem de trabalhar muito, e que os clientes são o mais importante. Tanto neste ramo como noutro qualquer, só se trata mal uma vez o cliente. O trabalho e dedicação, a meu ver são no seu todo a chave para a satisfação do cliente, bem como a simpatia. O cliente tem de sair daqui a sorrir.

Projeto para o futuro?
O meu projeto para o futuro passa pelo bem estar da minha mulher, Sara, e filhos: o Jorge com 15 anos e o Bruno com 10. Sem eles não conseguia. De resto gostaria que o meu restaurante continuasse como tem estado até agora: bom ambiente, bons clientes e sobretudo, boa comida!

 

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