Amândio Freitas defende a Agricultura Familiar

Amândio de Freitas, dirigente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e habitante de Benfica do Ribatejo, lamentou a desvalorização da função social da agricultura familiar, lamentando que esta fique com as “migalhas” dos fundos comunitários que, “incompreensivelmente, continuam a dar dinheiro para não se produzir”.

Lembrando que este ano se assinala o Ano Internacional da Agricultura Familiar, o dirigente pediu um “estatuto próprio” para estes agricultores, nomeadamente em relação à Segurança Social, e o direito a acederem a linhas de crédito e a programas de apoio, bem como acesso prioritário ao uso de terras.

Aproveitando a presença dos presidentes das comissões parlamentares e de alguns deputados, nomeadamente os eleitos pelo círculo eleitoral de Santarém, entre os quais o vice-presidente do parlamento, António Filipe (CDU), e o presidente da Comissão Parlamentar de Agricultura e Mar, Vasco Cunha (PSD), as organizações pediram ações concretas do órgão legislativo.

Luís Mira, secretário-geral da CAP, desafiou o parlamento a ajudar os agricultores, “simplificando a legislação e acompanhando os governos na aplicação da política agrícola europeia”, frisando a importância de os fundos comunitários serem “rapidamente postos à disposição do setor” para que este possa continuar a melhorar a sua competitividade.

Tal como o dirigente da Confagri Francisco Silva, também Luís Mira alertou para as consequências do “greening”, exigência comunitária para o setor, que visa fins ambientais e é de cumprimento obrigatório. Os contornos desta exigência ainda se desconhecem, numa altura em que os agricultores já fizeram as sementeiras e que assim se sujeitam a penalizações “pelo incumprimento de uma regra que não conheciam”.

A conferência de presidentes de comissões parlamentares, presidida pela presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, realizou-se no Convento de S. Francisco, em Santarém, tendo sido convidadas a Associação dos Jovens Agricultores de Portugal (AJAP), a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), a Confederação Nacional da Agricultura (CNA), a Confederação Nacional das Cooperativas e do Crédito Agrícola de Portugal (Confagri), as associações de desenvolvimento rural do Ribatejo APRODER e ADIRN e o economista e professor da Universidade do Algarve António Covas.

Fonte: https://www.noticiasaominuto.com/

.