Andebol: Equipa feminina dos 20 km destaca-se

A equipa de juvenis dos 20 km de Almeirim está a surpreender no arranque do Campeonato Feminino. A equipa liderada por Artur Roldan está inserida na zona de Lisboa e com esta prestação há a ilusão de seguir para a segunda fase.

Ao Almeirinense Artur Roldan fez um balanço da primeira fase e projecta o futuro a médio-longo prazo.

Que balanço faz da 1.ª volta ?

Para já um balanço claramente positivo. Iniciámos os treinos no dia 25 de Agosto com sessões bi-diárias durante duas semanas. A partir daí treinamos quatro vezes por semana. Como não temos equipas próximas, não conseguimos fazer jogos de preparação o que resultou que no primeiro jogo com o porto salvo e equipa tinha um nível de ansiedade elevadíssimo o que acabou por levar a uma primeira parte de péssimo nível da nossa parte. Na segunda parte equilibrámos e foi completamente diferente, embora já fosse tarde para disputar o resultado. A partir daí foi trabalhar semana a semana, começar a ganhar confiança e os resultados foram aparecendo. Acabámos a primeira volta com uma derrota, um empate e seis vitórias. Mas nada de pensar que alguma coisa está ganha, apenas estamos no “ intervalo “ . Falta toda uma segunda volta que não se adivinha nada fácil, porque se no inicio éramos uma equipa desconhecida, neste momento somos, a equipa, que todos querem derrotar.

A participação na Zona de Lisboa aumenta a dificuldade?
Penso que não. Existem equipas que trabalham nos femininos há muito tempo e com muita tradição tanto em Lisboa como em Leiria. Neste momento não consigo avaliar quais das zonas será mais difícil, mas acredito que a zona de Leiria poderá ser um pouco mais forte.

Com o primeiro lugar, repartido com AREPA, dá a ilusão de lutar pela 2.ª fase?
Para já dá a certeza que senão trabalharmos com a mesma intensidade, carga, volume, empenho e entrega, a passagem á 2ª fase não passará mesmo de uma ilusão.

Era o inicio que esperava? Sinceramente acredito muito nas minhas jogadoras. Acredito que têm capacidades em que nem elas próprias acreditam e isso tem sido uma luta. Elas têm feito um esforço enorme para conciliar a escola com o desporto e isso é de louvar. Com quatro treinos por semana acabou por haver uma seleção natural daquelas que têm ambição, capacidade de sacrifício e gostam de competir e as que não querem nada disso. É assim que se construem equipas ganhadoras. Para responder á pergunta, era o inicio que eu queria e para o que trabalhámos, quando se tem um grupo como este que está criado, pode-se esperar pelo menos empenho e combatividade em todos os jogos.

Pode ser o inicio do regresso do andebol feminino de nível a Almeirim?
Muito sinceramente gostaria de responder que sim, mas a minha resposta é claramente um NIM. Vejo tanta gente a tratar mal o andebol feminino na cidade que se não houver uma manifesta vontade das pessoas que em tempos tiveram um papel fundamental naquilo que o Andebol já representou em Almeirim, se essas pessoas não aparecerem e em conjunto com esta geração formarem um movimento que torne o possível elevar de novo o Andebol para o nível competitivo que já teve, dificilmente tudo isto sobreviverá. Penso que esta é uma oportunidade única de voltar a ter andebol competitivo. Esta equipa de Juvenis está a mostrar isso, a equipa de iniciadas também tem jogadoras que podem dar continuidade, mas o trabalho tem de ser mais abrangente. Com a guerra de clubes em Almeirim andámos a alimentar outras equipas e agora estamos todos a pagar a fatura. De salientar que os Pais têm tido um papel fundamental e um acompanhamento exemplar das filhas na construção deste sonho.

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