Almeirim no Plano de Gestão Patrimonial de Infraestruturas

A Águas do Ribatejo (AR) está a desenvolver o Plano de Gestão Patrimonial de Infraestruturas (PGPI) nos sete municípios onde assegura o abastecimento de água e saneamento. O documento integra o Plano Estratégico e o Plano Tático para todo o universo da AR, tendo estudado com maior detalhe o Subsistema de Samora Correia, integrado no Subsistema de Benavente/ Samora Correia/ Vale Tripeiro. Ambos os Planos foram aprovados pelo Conselho de Administração em dezembro de 2014.

Este plano visa garantir o cumprimento da missão da Águas do Ribatejo, ou seja, “Assegurar um serviço de excelência que garanta o fornecimento contínuo de água com qualidade e a drenagem e tratamento de águas residuais dos 150.000 habitantes dos sete Municípios abrangidos: Almeirim, Alpiarça, Benavente, Chamusca, Coruche, Salvaterra de Magos e Torres Novas”.

Com a implementação do PGPI, a Águas do Ribatejo espera garantir a sustentabilidade do serviço, através de um ciclo de melhoria contínua, onde as decisões de investimento sejam cabalmente suportadas, facilitando as opções dos decisores, baseadas em informação cada vez mais fiável. Com este instrumento de gestão, mudamos de uma atitude reativa para uma cultura de proactividade na gestão de infraestruturas, melhorando a perceção dos utilizadores relativamente à qualidade do serviço prestado.

Neste momento, o maior desafio das entidades responsáveis pelo abastecimento de água prende-se essencialmente com a garantia da sustentabilidade do serviço. É necessário promover a melhoria do desempenho dos sistemas existentes em termos de eficiência de funcionamento, minimização dos custos de energia e de manutenção e de qualidade do serviço que proporcionam aos utilizadores.

Os recursos financeiros tendem a ser cada vez mais escassos e é essencial assegurar que o serviço de água seja gerido de forma mais dinâmica, racional, eficiente e sustentável. Nesse sentido, a Águas do Ribatejo deve adotar uma abordagem integrada onde as decisões são fundamentadas num conhecimento estruturado, sistematizado e fiável do sistema, bem como no contexto externo e interno da organização. Só deste modo a sustentabilidade do serviço, no médio e longo prazo, será assegurada.

 

Há ainda a acrescentar que a legislação do setor vem reforçar a necessidade de uma mudança de paradigma. O Decreto-Lei n.º 194/2009, de 20 de Agosto, determina que as entidades gestoras dos serviços de águas devem promover e manter um sistema de gestão patrimonial de infraestruturas.

As bases de trabalho mais relevantes são o Guia Técnico 16, intitulado “Gestão Patrimonial de Infra-Estruturas de Abastecimento de Água“, publicado em 2010, e os conhecimentos adquiridos através da Iniciativa Nacional para a Gestão Patrimonial de Infraestruturas (IGPI), promovida pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC).

Face ao exposto, a ÁGUAS DO RIBATEJO, em agosto de 2013, deu início ao desenvolvimento deste plano, elaborando o Plano Estratégico e o Plano Tático para todo o universo da AR.

Neste momento a empresa é responsável por 44 subsistemas de abastecimento de água com 106 reservatórios, 88 Instalações de Tratamento de Água, 49 Estações Elevatórias (EE) e 1800 KM de rede adutora e distribuidora. No saneamento temos 48 subsistemas com  42 ETAR, 71 Estações Elevatórias e mais de 1000 km de condutas de drenagem de águas residuais. A maioria dos equipamentos e infraestruturas foram construídos ou requalificados nos últimos cinco anos num investimento concretizado de 110 ME nos sete concelhos onde temos um universo de 150 mil consumidores/utilizadores.

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