PGR revela mais pormenores do caso dos almeirinenses presos. SIC revela imagens

O Juiz Carlos Alexandre decidiu que os sete almeirinenses envolvidos no caso de tráfico de pessoas vão ficar quatro em prisão preventiva e três com pulseira electrónica na residência. A pessoa de Santarém envolvida também no caso ficará também com pulseira.

Preventivamente ficarão os dois casais que são os responsáveis da empresa visada no processo. Os colaboradores/funcionários vão ficar detidos até que o processo da colocação dos meios de vigilância em casa fiquem terminados.

Há ainda proibição de contactos entre arguidos.

Os seis homens e duas mulheres detidos pela Policia Judiciária na terça-feira passaram três noites detidos nas instalações da PJ, em Lisboa e no Estabelecimento Prisional de Tires.

A Polícia Judiciária, através da Unidade Nacional Contra Terrorismo (UNCT), em inquérito titulado pelo DCIAP, deteve seis homens e duas mulheres, com idades compreendidas entre os 33 e os 53 anos, presumíveis autores crimes de associação criminosa, tráfico de pessoas, falsificação de documento, ameaça e ofensa à integridade física.

Das oito pessoas, sete delas são de Almeirim e residem na cidade, a oitava pessoa é de Santarém.

Em comunicado, a Procuradoria Geral da República diz ainda que “os detidos, foram de flagrante delito, foram presentes ao Tribunal Central de Instrução Criminal para aplicação das medidas de coação”.

Ficou indiciado que os arguidos constituíram diversas sociedades, que se dedicavam a angariar cidadãos oriundos do Nepal, Bangladesh, Paquistão, Índia e Tailândia para trabalharem em explorações agrícolas portuguesas.

Aliciados com a promessa de um contrato de trabalho formalmente legal, os trabalhadores acabavam por ser forçados a viver em locais com condições de habitabilidade e higiene precárias e a trabalhar mais do que o inicialmente acordado, sem a correspondente remuneração.

A Televisão SIC divulgou esta noite, no Jornal da Noite, uma reportagem sobre o caso.

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