Nuno Fazenda ainda sem conseguir unir PSD

Nuno Fazenda regressou ao PSD nas eleições da concelhia realizadas em junho, depois de ter estado vários anos sem pagar quotas, e há atuais militantes que consideram ilegítimo o regresso porque encabeçou a lista do MICA à Câmara Municipal de Almeirim.

Em 2005, o novo presidente afastou-se do PSD deixando de pagar quotas. Depois de ter integrado as listas do MICA em duas eleições, a secção do partido nunca afastou Nuno Fazenda que passou para uma lista de militantes não ativos e suspensos, até que de reapareceu como único candidato à concelhia do PSD.

Dentro do PSD existem militantes que com base nos estatutos artigo 9o, no 4, Nuno Fazenda devia ter abandonado o partido: “Cessa a inscrição no Partido dos militantes que se apresentem em qualquer ato eleitoral nacional, regional ou local na qualidade de candidatos, mandatários ou apoiantes de candidatura adversária da candidatura apresentada pelo PPD/PSD.” Mas para isto se  verificar devia ter existido uma queixa, algo que a concelhia nunca fez. Agora o prazo para isso está prescrito.

Mas internamente, a declaração que Nuno Fazenda fez a O Almeirinense também não caiu bem. Dizia Fazenda que “há três anos fui desafiado a candidatar-me à liderança do partido e a minha ficha de militante foi escondida para evitar o que se está a passar aqui hoje”. Ora, Paulo Leandro classifica de “infelizes e a quente”. O líder da concelhia na altura adianta que “as pessoas antes de falar têm de ter conhecimento do que estão a falar. Recomendo a ler os estatutos e ter consciência e conhecimento do que se diz. Posso também esclarecer que Nuno Fazenda estava numa lista de militantes suspensos por falta de pagamento, mas apesar de ter muito mais a dizer é melhor não entrar por ai”.

Fazenda escapa à expulsão

Nuno Fazenda escapou à expulsão porque ninguém da concelhia de Almeirim desencadeou o processo logo a seguir às eleições autárquicas de 2013. Na altura, por candidaturas independentes como a de Nuno Fazenda pelo MICA, foram expulsos perto de 100 pessoas.
António Capucho foi um dos militantes do PSD expulsos do partido, depois da reunião do conselho de jurisdição nacional de fevereiro de 2014.

 

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