Autarquia preparada para o regresso às aulas

Maria Emília Moreira diz que o Município de Almeirim está preparado para o novo ano letivo, diz quais são as suas expetativas, fala sobre a preparação do novo ano e do futuro das escolas do Concelho.

 

Que espera do ano letivo 2015/2016?
Os dias que antecedem o início de cada novo ano letivo são sempre momentos de alguma ansiedade mas também de esperança e de certeza que tudo vai correr bem. As expetativas são sempre muito positivas. Vamos aprendendo de ano para ano: a seguir a mesma linha naquilo que esteve bem e correu bem e a alterar/ajustar aquilo que nos causou dificuldades.

 

Como preparou a autarquia o ano letivo?
A autarquia tem o hábito de começar a preparar cada novo ano letivo com alguma antecedência para salvaguardar imprevistos e algumas contrariedades que possam surgir. Quando se inicia o 3º período escolar já os preparativos para o novo ano escolar estão em desenvolvimento. Existe sempre uma boa, e que se tem revelado eficaz, articulação com os dois Agrupamentos de Escolas do concelho, para que se ganhe tempo e as resoluções a tomar sejam decisivas. Para além da preparação de todas as tarefas relacionadas com os alunos, temos fizemos um Seminário no dia 10 de Setembro, no Cineteatro de Almeirim, destinado a todos os que se interessam pela área da Educação e ainda, no mesmo dia, após a conclusão desse encontro, uma receção a todo o pessoal docente que trabalho no concelho. A 25 de setembro iremos reconhecer o empenho e esforço daqueles que demonstraram ser os melhores alunos do concelho com uma cerimónia, este ano, no Centro Cultural de Fazendas. Em outubro decorrerá a aceitação das candidaturas às Bolsas de Estudo para os alunos do Ensino Superior.

 

Fizeram obras para melhorar o parque escolar?
Nos últimos 2 anos construiu-se e colocou-se em funcionamento o refeitório da EB/JI Moinho de Vento, construíram-se alpendres na parte do pátio do pré-escolar do Centro Escolar de Almeirim e fez-se um alpendre junto à portaria do Centro Escolar de Fazendas, entre outros trabalhos. Todas estas obras foram assumidas na totalidade pela autarquia. Está-se também a fazer algumas adequações na EB 2.3 de Fazendas de Almeirim. Durante as férias escolares, e aproveitando a ausência dos alunos, têm-se feito diversos trabalhos a nível de pequenas obras, carpintaria, serralharia, canalização, higiene e limpeza e eletricidade nas Escolas e Jardins de Infância.

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Para o futuro está previsto um investimento global de 1,5 milhões de euros?
Para o futuro está previsto um conjunto de obras e melhoramentos com vista à melhoria das condições em alguns JIs e EBs que se irão traduzir num largo investimento mas que, em compensação, irão trazer benefícios para todos. Uma das primeiras obras a efetuar será o refeitório da EB/JI de Benfica do Ribatejo que irá ser feito à semelhança do que foi construído na EB/JI Moinho de Vento em Almeirim.

 

A escola dos charcos tem revelado muitos problemas? Afetam alunos e funcionários? Como os resolver?
Os Centros Escolares que foram construídos, quer no concelho de Almeirim quer noutros concelhos do país, trouxeram ótimas condições de trabalho para os alunos, professores, educadores e assistentes operacionais mas têm vindo a revelar algumas inadequações à nossa realidade. A cobertura, em forma de placa não tem sido muito prática: ou porque os acabamentos e os materiais utilizados não foram os melhores ou porque, em alternativa, a cobertura com telhado é a mais direcionada para as nossas condições climatéricas. A entrada de equipamento totalmente dependente de questões tecnológicas, caso de aquecimentos/arrefecimentos, alarmes, etc. também tem exigido a solicitação de muita assistência técnica. Temos procurado a resolução para todos os casos pontuais e temos à vista a resolução definitiva para os casos mais complicados, nomeadamente o caso da cobertura que tem permitido infiltrações em alguns sítios.

 

Foi lançado um concurso para Técnicos Superiores para Serviço de Educação e de Assistente técnico. O concurso está pronto antes do arranque do ano letivo?

Está-se a fazer um grande esforço para que o concurso esteja pronto na altura da abertura das aulas. Foi um concurso público e o número de concorrentes foi muito elevado devido à crise de trabalho que afeta o país no geral, e a área da Educação em particular. O elevado número de concorrentes implica que o desenvolvimento do processo seja muito mais trabalhoso e também mais moroso porque há mais processos a analisar, há mais pessoas a reclamar sempre que alguém fica excluído no decurso da seleção, que é sempre contínuo até chegar ao final. As reclamações e as decisões implicam prazos, de acordo com a legislação em vigor e que, forçosamente, têm de ser cumpridos. Apenas estes “entraves” poderão causar alguns atrasos no concurso mas o serviço das AAAF (Atividades de Animação e Apoio à Família) estará sempre garantido e salvaguardado para as famílias que dele necessitem.

 

 

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