Julgamento do processo “Tofu” adiado. Família angústiada sem recursos para recuperação

A audiência de julgamento do processo do acidente de Gonçalo Neves “Tofu”, que tinha a primeira audiência  marcada para as datas de 6 a 15 de outubro, foi adiada.

O Tribunal do Cartaxo emitiu um despacho a 2 de outubro adiando o julgamento, sem nova data prevista e “tudo porque ainda não se encontra no processo, relatório da perícia médico legal que deverá ser feita ao Gonçalo pelo INML – Instituto Nacional de Medicina Legal”, adianta ao nosso jornal fonte da família.

A família justifica que o relatória não aparece “porque em meados de Setembro não tinha sido sequer solicitado ao INML apesar de deferido e ordenado nos autos em Março de 2015. Mais, a 11 de Maio e porque ainda não tinha havido mais nenhum impulso por parte do Tribunal para o agendamento de tal perícia, fomos informar o Tribunal de que o Gonçalo estaria em Portugal e em Coimbra, para efetuar uma intervenção cirúrgica, a partir de 22 de junho, prevendo-se o prolongamento do internamento em Coimbra ainda durante o mês de julho, pelo que seria oportuno realizar-se a perícia necessária no decurso destes meses. Durante os meses de junho, julho e agosto foi o Tribunal contactado por várias vezes pela nossa mandatária apelando à realização da perícia. O que é certo é que o Gonçalo regressou a Espanha a 31 de agosto, para a continuidade do tratamento que vem fazendo desde Setembro de 2013, sem efetuar a referida perícia  médico legal. A 16 de Setembro somos notificados do despacho que nos informa que tal exame pericial ordenado em 25 de Março não chegou a ser solicitado ao INML”.

Para a família, é “inacreditável que passados seis meses do despacho que defere e ordena a realização da perícia, mais de um ano sobre o despacho instrutório com prenuncia e mais de quatro anos da ocorrência do acidente de viação que vitimou Gonçalo Neves (1 de setembro de 2011), o cumprimento das obrigações da Justiça, sejam as anteriormente descritas. Como se não bastasse, o ofendido Gonçalo, continua a ser ofendido, agora pela Justiça. Quem tem obrigação de defender os direitos dos cidadãos, são os que acabam por mais os violar”, sublinham.

Quanto aos pais, estão a viver uma situação angustiante pelo arrastar do processo e por já não saberem como arranjar dinheiro para tentar recuperar o filho.

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