Almeirinense vai ajudar a valorizar mulheres em Angola

Este mês, a ONGD Leigos para o Desenvolvimento irá ter o envio de um novo ciclo de voluntários, que irá em missão pelo período de um ano. Uma das voluntárias, é oriunda de Almeirim. Maria João de 22 anos vai em breve para uma missão pelo período de um ano, para Benguela, Angola.

Maria João não lhe chamaria possibilidade, mas sim “um caminho. Fui à sessão de apresentação dos Leigos para o Desenvolvimento, em Lisboa, pois uma amiga minha me tinha falado e vi também na página do Facebook”, começa por dizer. Maria começou a fazer a formação, de aproximadamente um ano, com encontros regulares, campos de trabalho e retiros, e que “foi muito importante para discernir se este seria o caminho que mais sentido faria para mim neste momento”, sublinha. Apesar de existirem outros países, não foi a Maria João que escolheu Benguela e Angola. “Embora tenha ficado muito contente quando soube do local de missão. Na organização, não são os voluntários que escolhem o local, mas o processo de seleção é feito pela direção e equipa de formação”, explica.

A jovem almeirinense trabalhará durante este ano num projeto de desenvolvimento comunitário no Bairro da Graça, em Benguela, chamado “Epongoloko Lyukãy” (“Mudança da Mulher”): “Este projeto tem como principal objetivo a valorização das mulheres, que têm um papel imprescindível na sociedade, quer em contexto familiar, quer comunitário, através da formação pessoal e profissional. Para além disso, cada voluntário é também responsável por uma atividade pastoral a definir com a diocese e pelas tarefas/funções inerentes a toda a vida comunitária”, destaca. Maria nunca fez uma missão, “apesar de ser algo em que sempre tivesse pensado, mas de forma muito vaga e apesar de já ter tido outras experiências de voluntariado em Portugal. No entanto, este ano deixou de ser apenas um sonho ou vontade mas sim aquilo que realmente fazia sentido para mim nesta fase. E desde o início da formação que toda a minha família me apoiou muito e nunca se opôs a este caminho para mim, o que foi uma excelente ajuda em todo o processo”, detalha a jovem que acredita que vai ter “uma vivência única, mesmo que não seja «a única»”.

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