Almeirim com resultados entre o “Mau” e em “Risco”

Chama-se Atlas da Educação e como qualquer livro de mapas mostra diferentes imagens da realidade — neste caso educativa — e do território continental. O primeiro foi lançado em 2014, os dados foram entretanto atualizados e o retrato que fica é o de um país que, apesar de pequeno, é muito diverso. E cuja evolução ao longo dos últimos seis anos (2009-2014), medida pelos resultados nos exames do 9º e do secundário, revela um agravamento das disparidades entre concelhos. Apenas um dado: ao nível do secundário, 40 dos 42 municípios que têm elevadas taxas de insucesso escolar relativo (face à média do país) registaram nesse período uma progressão entre o “risco” e o “mau”.

A investigação foi feita por uma equipa do Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais CICS.Nova, coordenada pelo ex-ministro da Educação David Justino, a pedido da associação Empresários pela Inclusão Social (EPIS). Olhando para o que se passou nesse período, fica evidente que as evoluções positivas (marcadas a azul) aconteceram sobretudo em concelhos do litoral e mais a centro e a norte do que a sul. No caso do ensino secundário, os únicos concelhos abaixo do Tejo que, além de terem notas mais altas do que a média do país, melhoraram significativamente o desempenho (azul escuro) foram os de Sesimbra e São Brás de Alportel (Algarve). Já no 9º ano, só aconteceu em Beja.

Mas além da tendência geral, o que estes mapas mostram é que existem diferenças assinaláveis entre municípios que são vizinhos e que partilham características semelhantes. Uns conseguem contrariar os obstáculos; outros não. Perceber o porquê e como é que as escolas podem fazer a diferença é a próxima etapa deste projeto.

Em Almeirim os resultados não são muito animadores. No Secundário, o concelho conseguiu uma classificação de Mau e no 9.º ano de “Risco”. O Mau é para resutados inferiores ou igual a 85 e em Risco entre 85 e 95.

MÉDIAS NOS EXAMES NACIONAIS
Tendência registada no período 2009-2014. Os valores não refletem médias absolutas, mas o posicionamento de cada concelho face à média nacional. E a média nacional também não é medida em valores absolutos, que variam todos os anos. Para cada ano do período em análise assumiu-se que a média corresponde ao índice 100 e calculou-se depois se cada concelho ficava acima ou muito ou pouco abaixo.

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Fonte: Expresso

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