Tráfico humano: Almeirinenses vão continuar presos

Depois de três meses de prisão preventiva e domiciliária (que se esgotaram a 14 de novembro), os almeirinenses vão continuar detidos e o mais provável é que antes do fim do ano não existam alterações às medidas de coação aplicadas aos oito arguidos.

Recorde-se que dos oito arguidos, existem quatro que estão em prisão domiciliária. Em agosto, o Juiz decidiu que os sete almeirinenses envolvidos no caso de tráfico de pessoas iam ficar quatro em prisão preventiva e três com pulseira eletrónica na residência. A pessoa de Santarém envolvida também no caso ficou também com pulseira. Preventivamente ficaram os dois casais que eram os responsáveis da empresa visada no processo. Os colaboradores/funcionários ficaram detidos até que o processo da colocação dos meios de vigilância em casa ficaram terminados, sendo depois colocados em domiciliária. Foi determinado que não são permitidos contactos entre arguidos. Os seis homens e duas mulheres detidos pela Polícia Judiciária passaram três noites detidos nas instalações da PJ, em Lisboa e no Estabelecimento Prisional de Tires, até conhecerem as medidas de coação.

A Polícia Judiciária, através da Unidade Nacional Contra Terrorismo (UNCT), em inquérito titulado pelo DCIAP, deteve seis homens e duas mulheres, com idades compreendidas entre os 33 e os 53 anos, presumíveis autores crimes de associação criminosa, tráfico de pessoas, falsificação de documentos, ameaças e ofensa à integridade física. Das oito pessoas, sete delas são de Almeirim e residem na cidade, a oitava pessoa é de Santarém.

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