“Queremos continuar a evoluir”

Vitor Fernandes, Presidente da Secção de Andebol dos 20 km de Almeirim, fala do torneio organizado no final do ano e faz um balanço da primeira metade da temporada. Passar para a segunda fase dos campeonatos é o grande objetivo desta direção para 2016.

Que balanço fazem do segundo torneio sopa da pedra?
Um balanço claramente positivo. Em relação ao ano passado tivemos um crescimento do número de equipas em todos os escalões e com um claro aumento da competitividade o que começa a colocar este torneio no calendário e programação de algumas equipas para esta data. Existem alguns torneios de referência neste período e o facto de termos tido nesta segunda edição 34 equipas é um sucesso e uma aposta ganha.

As equipas participantes mostraram-se agradadas e com vontade de voltar?
Essa foi uma vontade demonstrada pela generalidade dos responsáveis e atletas dos diferentes clubes. Já este ano tivemos clubes que voltaram e clubes que acabaram por arrastar outros pela publicidade que fizeram ao nosso torneio de 2014. Sabemos que a vontade de voltar está sempre dependente de algumas condicionantes que muitas das vezes nem passam pelos dirigentes ou atletas, mas uma coisa temos a certeza, ninguém saiu insatisfeito da nossa cidade.

O que podia ter corrido melhor?
Não é fácil receber cerca de 650 atletas e dirigentes e orientá-los durante três dias em quatro pavilhões, nos transportes e nas alimentações. Não sabemos o que poderia ter corrido melhor, sabemos é de certeza o que poderia ter corrido pior. Existem pormenores que necessitamos melhorar no próximo torneio, mas nada que tenha interferido no funcionamento deste último.

A desistência dos 3 A surpreendeu?
Depois de terem aceite o convite, não entendemos o motivo da desistência. Surpreendeu-nos sim o facto de terem privado os atletas de Almeirim de jogarem num torneio desta dimensão na sua própria terra. Surpreendeu-nos o facto de não terem querido participar numa festa do Andebol a que se associou a Autarquia que os apoia. De resto, apenas acrescentar, que ponderámos o suficiente antes de os convidar, como também acreditamos que eles ponderaram tempo suficiente para desistir.

Criou problemas em cima da hora?
Da mesma forma que teria colocado um outro qualquer clube que o tivesse feito. Tivemos de reformular os calendários e o modelo competitivo do escalão em que desistiram. Houve clubes que vieram ao torneio, tiveram de sair de Almeirim e ir fazer jogos do campeonato e voltar. Óbvio que nós fizemos de forma que tudo isto fosse possível. Então não era mais fácil não vir? Era, claro que sim, mas por respeito e vontade de competir não o fizeram. Também se pode dar outro nome, “CULTURA DESPORTIVA”.

O crescimento em 2015 é para seguir a tendência no próximo ano?
A resposta é muito técnica. Para os três dias a utilizar os quatro pavilhões, apenas podemos ter a competir 42 equipas. O objetivo é aproximarmo-nos do modelo competitivo que queríamos com oito equipas por escalão divididos em dois grupos. Eu diria que o objetivo de crescimento para 2016 será mais no âmbito da organização desse mesmo modelo competitivo do que propriamente no aumento do número de equipas. A forma sustentada como estamos e queremos continuar a evoluir, é fundamental para não se quebrar o apoio que a autarquia nos dá e que é vital para a realização e continuidade do Torneio da Sopa da Pedra.

O ano passado foi revelado o desejo de tornar a prova internacional. Porque não aconteceu isso este ano?
Não foi por falta de iniciativa nem por falta de contatos. Poderíamos ter optado por trazer equipas estrangeiras de fraca qualidade que não vinham acrescentar nada de competitivo ao torneio. Em contrapartida, o investimento necessário para trazer equipas de outro plano ainda não se justificava este ano. Mas é sem dúvida uma ambição que se mantém.

Na cerimónia de entrega de prémios, a atual direção fez questão de atribuir um prémio a António Jesus. Porquê?
Porque o Sr. Gomes dedicou oito anos ao Andebol e à sua manutenção na cidade de Almeirim enquanto Presidente da secção. Resistiu ao aparecimento de outro clube e com grande dificuldade voltou a reerguer os 20 Kms. Foi sempre uma pessoa que primou pelo dialogo apaziguador em todos os problemas que surgiram internos e externos. O início do Torneio da Sopa da Pedra é também muito da sua responsabilidade. Nesta segunda edição e mesmo sem funções diretivas no clube, deu uma ajuda preciosa para todo o sucesso alcançado. Por isto achámos que seria o local indicado para lhe prestar esta pequena homenagem.

A meio da temporada, como está a correr a temporada à secção?
Este ano e após algumas situações internas menos claras, decidimos apenas competir nos escalões femininos. Neste momento estamos a competir nos campeonatos, além de minis e bambis, infantis femininas, iniciadas femininas, juvenis femininas e juniores femininas. Os quadros competitivos nos minis e bambis é muito fraco, tendo já em novembro os 20 Kms organizado um encontro em Benfica do Ribatejo. As infantis femininas são atletas que na sua maioria joga andebol há cerca de três meses e por isso mesmo ainda estão em fase de aprendizagem, embora se note já a sua evolução. As iniciadas, juvenis e juniores, participam nos campeonatos nacionais e estão respetivamente em 2○ lugar as iniciadas e as juvenis e em 4○ lugar as juniores. Todas as equipas em lugares que dão acesso às segundas fases dos nacionais. Com o sucesso comprovado do torneio, com o número de atletas e as classificações das respetivas equipas, parece-nos a nós que estamos no caminho certo para fazer uma época interessante.

Quais os objetivos para a segunda metade do ano desportivo?
É importante consolidarmos os resultados desportivos. Um dos grandes objetivos é passarmos regularmente às segundas fases dos nacionais em todos os escalões. Só assim seremos fortes, competitivos e respeitados pelos outros. O ano passado as juvenis fizeram esse percurso, este ano seria excelente se as iniciadas, as juvenis e as juniores o conseguissem. Estamos e continuamos a trabalhar para alcançar este objetivo. Nesta segunda metade será a nossa vez de ir competir noutros torneios com todos os escalões. Estamos ainda a ponderar no final da temporada e à semelhança do ano passado, a participação num torneio a nível internacional de grande dimensão. Convites não têm faltado.

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