Pedro Bento: Depois do Chile segue-se Monte Evereste

Pedro Bento terminou, no final de janeiro, em 6.º lugar a prova do Chile (Patagónia) na categoria de Single 35-44 Masculinos. O meu próximo desafio será o Yack atack no Nepal. Quero ser o primeiro Português a subir de bicicleta ao primeiro campo base do Evereste a 5490m de altitude.

No site de O Almeirinense pôde apanhar dia a dia a participação do atleta almeirinense que já regressado à capital da sopa de pedra faz “um balanço bastante positivo. O principal objetivo foi cumprido, que seria o de me tornar um Finisher de mais uma prova do meu projeto. O objectivo secundário de fazer a melhor classificação possível também foi superado tendo ficado em 7º do meu escalão entre 60 participantes, e 31º à geral entre perto de 300 atletas. Foi uma prova na qual tive alguns problemas mecânicos e também algumas dores no joelho, mas o facto de não ter tido qualquer queda ou lesão mais grave fez com que esta prova tenha tido um balanço 100% positivo”.

Pedro Bento não esconde que “as maiores dificuldades foram as altas temperaturas e elevada humidade em algumas etapas. As subidas bastante íngremes e bastante longas também foram extremamente difíceis, mas depois as descidas compensavam o sofrimento. Uma das grandes dificuldades que também tive foi rolar nos estradões do Chile, estradas feitas de gravilha e muitas vezes contra o vento dificultavam imenso a progressão e realmente foi do que menos gostei nesta prova”. Nesta jornada de elevado desgaste, “o melhor desta prova sem dúvida nenhuma são as paisagens que encontramos e o ambiente entre atletas e organização. Dos locais que mais me marcaram destaco a reserva biológica de Huilo Huilo, a lagoa Huecgulafquen e o lago Pirihueico, a ponte suspensa a 90m de altitude sobre o rio Maichin, as majestosas florestas nativas e a passagem pelos vulcões e por um rio de lava solidificada, entre muitas muitas mais…”, destaca.
Já no plano extra-desportivo a experiência foi bastante enriquecedora:”A realização de novas amizades, neste tipo de provas faz-se sempre muitos amigos porque todos partilhamos os mesmos gostos e o mesmo sofrimento. E a organização também proporcionava grandes convívios entre os atletas o que permitiu chegar ao final da prova a conhecer vários atletas. Ficar a conhecer novas cidades, as suas culturas e os seus habitantes tornaram esta aventura ainda mais interessante, as que mais me marcaram foram: Temuco, Porto Fuy, Catripulli e Pucon. E por fim as experiências que tive no final da prova, onde a subida ao topo do vulcão ativo Villarica a 2870m de altitude se tornou uma das minhas experiências de vida mais marcantes. Este vulcão teve a sua última erupção o ano passado no mês de março”.

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