Junta Raposa: Juventude Popular pede apoio da oposição para levar assunto à AM

A Juventude Popular através de uma nota divulgada às redacções onde comenta o concurso que colocou a filha de Cristina Casimiro na Junta de Freguesia da Raposa pedindo ajuda à oposição com lugar na Assembleia Municipal para levar aí o tema.

“Aquilo que vos pedimos, e também por não termos representação do nosso partido na Assembleia Municipal (ao contrário de outras juventudes partidárias), é que façam o vosso trabalho e apurem os contornos deste concurso, que de público teve pouco e que exijam a quem de direito que tome as medidas adequadas. Se não o fizerem, tentaremos nós, através dos escassos meios à nossa disposição, apurar a verdade sobre mais um caso que não, não é nepotismo, é apenas socialismo”, diz a nota.

Diz a nota que “possam ter sido meras coincidências, até aceitamos. Que os senhores não o procurem confirmar, isso recusamos.
A vossa inacção é uma vergonha para vós e para os vossos eleitores. Infelizmente, têm servido até hoje (e com redobrada culpa neste caso) de figuras meramente decorativas que alimentam um regime já por si difícil de desmontar e combater. A promiscuidade e o sentimento de impunidade vão perdurando muito graças ao vosso silêncio, que se configura especialmente grave e irresponsável a pouco mais de um ano das eleições autárquicas”.
O comunicado sublinha ainda que “os que criticaram em tempos a forma de estar do anterior presidente de câmara mas agora calam-se, convenientemente, como o fizeram em tempos quando o actual presidente lavou as mãos do caso ALDESC. Ele lava as mãos mais uma vez, com o despudor e a arrogância que o acompanham. Vocês, calam e consentem”.

Já esta terça-feira, dia 12, o semanário Mirante que revelou a história do concurso em primeira mão, adiantou que a presidente da Junta da Raposa, para a qual foi contratada a filha da autarca, votou na reunião do executivo a contratação, a definição do ordenado da filha e do júri do período experimental que vai verificar se Marta Casimiro possui as competências exigidas para as funções.O Mirante indica que Cristina Casimiro estava impedida legalmente de participar nestas deliberações, que são anuláveis, segundo o que está determinado no Código do Procedimento Administrativo.

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