RUTIS: Reconhecimento para (muito) breve

O Presidente pela Rede das Universidades da Terceira Idade (RUTIS) , Luís Jacob, acredita que no próximo encontro Nacional, no final de maio, podem existir novidades em relação ao pedido de reconhecimento oficial do “papel social” das universidades da terceira idade pois estão a trabalhar em conjunto com o Ministério.

Para Luís Jacob, é agora fundamental que seja concluído o processo de enquadramento jurídico destas instituições, que disse estar “bem encaminhado”, tanto nos contactos com o Ministério como com os grupos parlamentares, esperando que essa legislação possa ser apresentada a 21 de maio, no dia nacional das universidades seniores, que se assinalará em Penela.

Em causa está, nomeadamente, a garantia de que estas instituições só podem ser criadas por associação sem fins lucrativos ou pelo Estado (como câmaras municipais), que os professores são maioritariamente voluntários e os alunos devem ter um seguro, disse.

Luís Jacob, disse ainda à Lusa que o protocolo assinado veio atualizar um documento feito quando existiam no país apenas 30 UTIS, tornando agora “mais claras”, e com prazos, as regras de financiamento, sendo que o apoio, da ordem dos 70.000 euros anuais, se destina à capacitação de dirigentes, técnicos e professores voluntários (cerca de 5.000).

Vieira da Silva, que abriu o Congresso da Universidades Séniores em Almeirim, pediu para reforçarem a ação junto dos mais idosos.

O ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social pediu às universidades seniores para que reforcem as ações na faixa etária acima dos 70 anos e na “fase crítica” de transição da vida ativa para a reforma.

Sublinhando o caráter “flexível, ligeiro e muito independente” das UTIS (Universidades da Terceira Idade), fatores que considerou estarem na base do sucesso destas organizações, o ministro afirmou que o protocolo hoje assinado vem reforçar a “cooperação e complementaridade” com as políticas públicas.

Vieira da Silva deixou dois apelos à RUTIS e às cerca de 270 UTIS existentes em todo o país, o de que a “forte presença” junto dos beneficiários “mais jovens” (na faixa entre os 55 e os 65 anos) se prolongue “para ultrapassar o afastamento” que se sente a partir dos 70 anos e de que haja um reforço do seu papel “na fase crítica da transição da vida ativa para uma vida, potencialmente, menos ativa”.

Para o ministro, a entrada na reforma é uma fase crítica do ponto de vista individual, mas também para a sociedade, “porque demasiadas vezes corresponde ao desaparecimento de saberes” que “poderá ser evitado pela intervenção deste tipo de instituições”.

No congresso que se realizou em Almeirim foram apresentados alguns exemplos de “inovação social” introduzidos pelas UTIS para “enfrentar novos desafios para lidar com o envelhecimento”.

O congresso incluiu ainda um debate sobre “cidadania e envelhecimento” com o ex-ministro Pedro Mota Soares e o ex-candidato à Presidência da República Paulo Morais.

As universidades  mobilizam diariamente 36.500 alunos.

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