Pampilho ao Alto 5

A crise “tem as costas largas” mas não pode servir de desculpa para tudo. A crise económica, é só uma componente da crise profunda que a todos afeta. A outra crise, a que tudo emperra, chama-se crise de confiança; a confiança dos cidadãos está minada pela insegurança no advir. Uma carga fiscal sem precedentes, condiciona a iniciativa privada. A fúria controleira da Autoridade Tributária, materializou-se em perseguições fiscais que assustam os candidatos a investidores especialmente os de pequena dimensão. As autarquias habituadas a gastar à tripa forra não abdicam das elevadas taxas de IMI, que asfixiam as famílias e afasta os investidores no imobiliário. O reflexo, é a estagnação de um sector que só por si, impulsiona qualquer economia.
o Povo não tem confiança na liderança dos Governos, porque diariamente é confrontado com corrupção praticada por quem deveria dar o exemplo de honestidade e retidão de carácter. Em suma, não sabe para onde vai o dinheiro dos seus impostos. Aliás, sabe: vai parar aos bolsos de uma seita de políticos que não deixa de aumentar em quantidade e gula. As grandes empresas de distribuição, corrompendo os políticos, dominam a seu belo prazer a economia, esmagando as de pequena dimensão que ousem fazer-lhes concorrência. Exemplo claro é o desaparecimento do pequeno comércio que animava os centros das cidades e mantinha milhares de postos de trabalho efetivo. Consequência! Os centros das cidades estão de lojas fechadas, cafés vazios. Infelizmente, Almeirim não é excepção. O atual executivo da Câmara certamente estará sensível a todo este quadro de miséria, e ajudará na recuperação da confiança perdida. Certamente incentivará a recuperação do comércio no centro da cidade motivando os atuais e futuros empresários mediante a dinamização do espaço envolvente, mas, os comerciantes não podem esperar que a Câmara faça tudo. Como diz o ditado; a fome e o frio, põe a lebre ao caminho.

20Ernestino Tomé Alves
Advogado

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